A legging colada ao corpo que dominou os últimos anos, está perdendo espaço para uma geração de formatos mais soltos, versáteis e com muito mais presença de moda. Segundo o Who What Wear, as maiores tendências de legging em 2026 se dividem em dois grupos: os que levam a peça para fora da academia de vez, e os que transformam o modelo esportivo em uma opção digna de guarda-roupa polido. Em nenhum dos dois, a silhueta ultracolada é protagonista.
Por que a legging tradicional colada ao corpo saiu de moda agora
A virada não é coincidência. O mercado de athleisure cresceu porque as pessoas querem roupas que funcionem na academia, no trabalho remoto e em saídas sem precisar trocar de look. O problema é que a legging superajustada resolve bem a primeira etapa e mal as outras duas. Segundo o portal Fashion Week Online, marcas de luxo como a Dior já mostraram silhuetas esportivas nas passarelas, sinalizando que o activewear virou parte do estilo cotidiano, e não apenas do treino.
Junto com esse movimento, o conceito de quiet luxury no athleisure chega com força: menos logos exibicionistas, tecidos mais nobres, cortes mais limpos e paletas neutras que transitam do Pilates ao almoço sem chamar atenção errada.

Quais são os formatos de legging em alta em 2026
A Who What Wear lista sete tendências de legging para este ano. Nenhuma delas tem a silhueta colada da perna ao tornozelo como elemento central. Os modelos que lideram são:
- Legging reta: caimento linear da coxa à barra, sem afunilar no tornozelo. Cria uma linha neutra que se aproxima de uma calça de alfaiataria confortável e combina com blazer, bota e trench coat.
- Legging flare e boca de sino: o flare dos anos 2000 voltou em versão modernizada, com corte mais limpo e tecido liso. Apontado pela Glamour como um dos retornos mais fortes do ano.
- Legging de comprimento 7/8: termina entre o tornozelo e a panturrilha, criando uma proporção que funciona com tênis, sapatilha e bota de cano baixo.
- Legging com fenda na barra: abertura lateral discreta na parte de baixo dá sensação de movimento e quebra a monotonia do modelo básico.
- Legging estilo calça de alça (stirrup): referência dos anos 1980, com a alça que passa sob o pé, voltou como peça statement para quem quer dose extra de personalidade.
- Legging wide leg: a perna larga em tecido estruturado se distancia do esportivo e entra no território da calça casual com conforto de activewear.
- Soft sculpt: compressão leve, entre nível 2 e 3, que suporta sem apertar. Segundo a Vitality Athletic Apparel, é o padrão que está substituindo as leggings de alta compressão que dominaram os últimos anos.
Como combinar legging reta e flare para sair da academia sem trocar de roupa
A chave está nas peças de cima e no calçado. Uma legging reta escura com blazer alongado e bota de couro lê como outfit urbano polido, não como look de academia. O mesmo modelo com camiseta oversized e tênis chunky funciona para o cotidiano casual. A legging flare com regata ajustada e sandália de salto baixo já aparece em editoriais internacionais como opção para brunch e saídas informais.
Para o trabalho, o portal Fashion Police Nigeria aponta que leggings com tecido encorpado e cós alto combinadas com camisa estruturada ou blazer neutro, são aceitas em ambientes de trabalho casuais, especialmente quando a qualidade do tecido é visível e não há detalhes muito esportivos.
Quais cores e tecidos estão em alta para leggings em 2026
A paleta neutra segue forte: preto, cinza, marinho e bege lideram as escolhas para quem quer versatilidade máxima. Mas 2026 também traz cor com confiança. Vermelho cereja, verde sage e tons de oliva aparecem em coleções de primavera e verão, enquanto marrom mocha e bordô dominam as opções de outono e inverno. Nos tecidos, as combinações nylon e elastano seguem como padrão para activewear funcional, enquanto costuras de ribana, acabamentos cetinados com leve brilho e malhas técnicas com textura ganham espaço nos modelos mais voltados ao uso urbano.
Vale a pena renovar a legging do guarda-roupa agora
Se a única legging no armário é a colada de academia, sim. Não é preciso descartar o modelo funcional, que continua tendo seu lugar no treino, mas adicionar pelo menos um formato mais solto muda completamente as possibilidades de combinação. Uma legging reta ou flare de tecido encorpado já funciona como peça-chave de transição entre os contextos do dia, do treino à rua, sem precisar de uma segunda produção.
O momento de atualizar o guarda-roupa de athleisure é agora, antes que as prateleiras fiquem vazias dos modelos mais procurados desta temporada. A legging reta e o flare não são modismos passageiros: são a resposta da moda a uma rotina que não para para trocar de roupa.




