Em 2026, a revista internacional Condé Nast Traveler incluiu Minas Gerais entre os melhores destinos do mundo para visitar. De acordo com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (SECULT-MG), a publicação descreveu o estado como um dos tesouros mais subestimados do Brasil. Entre as 10 cidades mineiras mais procuradas por turistas, três se conectam em sequência natural a partir da capital e formam o roteiro mais completo do estado: Belo Horizonte, Ouro Preto e Tiradentes. Juntas, somam três reconhecimentos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Por que esse roteiro reúne os 3 destinos mais procurados de Minas?
A escolha tem base oficial. Segundo a SECULT-MG, as cidades mineiras que despertam o maior interesse dos turistas são, historicamente, Ouro Preto, Capitólio, Belo Horizonte, Tiradentes, Diamantina, São Thomé das Letras, Poços de Caldas, Mariana, Camanducaia e Brumadinho. O Estado é o segundo lugar mais procurado por turistas no Brasil, atrás apenas de São Paulo, com 11,4% das viagens nacionais em pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O recorte sequencial une três das quatro cidades mineiras mais procuradas. Belo Horizonte é a porta de entrada natural, com o Aeroporto Internacional Tancredo Neves. De lá, são 95 km até Ouro Preto e mais 115 km até Tiradentes, em trajetos rodoviários que somam pouco mais de quatro horas no total. O eixo cobre arquitetura modernista, barroco colonial e a Estrada Real em um único circuito.
A combinação de selos internacionais reforça o roteiro. Cada parada carrega um patrimônio reconhecido pela UNESCO, padrão raro em qualquer outro estado brasileiro. Os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal, eleitos Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, atravessam o circuito inteiro nos cafés da manhã e nas tábuas dos restaurantes.

O que fazer em Belo Horizonte, o ponto de partida do roteiro?
A capital começa pela gastronomia. Conforme a SECULT-MG, Belo Horizonte recebeu da UNESCO o título de Cidade Criativa da Gastronomia, reconhecimento que valoriza o ecossistema de bares, restaurantes, mercados e tradições culinárias da cidade. O Mercado Central, no centro, é o melhor ponto de partida para um primeiro contato com queijos, doces, cachaças e pratos típicos.
O segundo dia pertence à Pampulha. De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Conjunto Moderno da Pampulha recebeu o título de Patrimônio Mundial em 16 de julho de 2016, durante a 40ª Reunião do Comitê do Patrimônio Mundial em Istambul. É o primeiro bem cultural a receber o título de Paisagem Cultural do Patrimônio Moderno no Brasil. O complexo reúne a Igreja de São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube, com obras de Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx e Cândido Portinari.
O Inhotim, em Brumadinho, a 60 km da capital, vale uma extensão de bate e volta. Outras paradas indispensáveis em Belo Horizonte incluem a Praça da Liberdade, com museus em prédios históricos, o Mineirão e os bares da Savassi, que sustentam o título de capital criativa da gastronomia no fim do dia.

Por que Ouro Preto é a segunda parada obrigatória do circuito?
Subindo a serra a 95 km de Belo Horizonte, a antiga Vila Rica guarda o título mais antigo do roteiro. Conforme o IPHAN, Ouro Preto foi declarada pela UNESCO como patrimônio mundial em 5 de setembro de 1980, sendo o primeiro bem cultural brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial. A cidade nasceu no século 18 a partir do encontro de arraiais mineradores e moldou uma das expressões mais singulares do barroco no mundo.
O acervo arquitetônico é o coração da visita. De acordo com o IPHAN, os destaques incluem a Igreja de São Francisco de Assis, considerada obra-prima de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e a Basílica de Nossa Senhora do Pilar, com sua talha dourada exuberante. O traçado urbano colonial mantém-se praticamente intacto desde o século 18, com casario branco, esquadrias coloridas e ladeiras de pedra.
Reserve dois dias completos. A Praça Tiradentes, o Museu da Inconfidência, o Teatro Municipal de 1770, a Mina da Passagem, em Mariana, e os ateliês de pedra-sabão completam a programação. A 60 km, Congonhas guarda os Profetas de Aleijadinho, no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, outro Patrimônio Mundial da UNESCO.

Como Tiradentes encerra o roteiro pela Estrada Real?
A última parada combina barroco e gastronomia de alto padrão. A 115 km de Ouro Preto pela Estrada Real, o vilarejo de cerca de 7 mil habitantes preserva ruas de pedra, casarões dos séculos 18 e 19 e a Igreja Matriz de Santo Antônio, com talhas em ouro. Conforme o Instituto Estrada Real, a cidade está engastada no sopé da Serra de São José e concentra um acervo turístico, recreativo e cultural reconhecido nacionalmente.
A experiência ferroviária é o passeio mais emblemático. A Maria Fumaça entre Tiradentes e São João del-Rei percorre 12 km em bitola estreita de 76 cm e foi tombada pelo IPHAN em 1989. O trecho remanescente é um dos mais antigos serviços de turismo ferroviário do país e ainda opera locomotivas a vapor históricas.
A gastronomia fecha o circuito com chave de ouro. Tiradentes sedia anualmente o Festival Internacional de Cultura e Gastronomia, que projeta a cidade no calendário gourmet brasileiro, e reúne dezenas de restaurantes premiados em um centro histórico que cabe inteiro a pé. Para descansar entre as ruelas, pousadas em casarões coloniais oferecem hospedagem com curadoria pessoal.
Quem planeja organizar um roteiro completo de 5 dias pelas relíquias e sabores do patrimônio histórico mineiro, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Rolê Família, que conta com mais de 240 mil visualizações, onde os apresentadores mostram o que fazer e onde comer em Tiradentes e região, Minas Gerais:
Conheça o circuito que coroou Minas Gerais como destino mundial
Três patrimônios da UNESCO em sequência, capital criativa da gastronomia como ponto de partida e a Maria Fumaça que coroa o roteiro fazem deste o circuito mais completo de Minas Gerais. Poucos estados brasileiros oferecem reconhecimento internacional em três cidades vizinhas, conectadas por estradas em bom estado e cerca de 210 km de distância total.
Você precisa pousar em Belo Horizonte, subir até Ouro Preto e fechar o roteiro em Tiradentes para entender por que a Condé Nast Traveler colocou Minas no mapa global em 2026.




