Planejar as férias ao lado dos pets exige atenção redobrada às normas internacionais de trânsito animal. A partir de abril de 2026, viajar com animais para a Europa demanda o cumprimento de novos protocolos de rastreabilidade e saúde pública.
Quais são as novas normas da União Europeia para 2026?
A Comissão Europeia atualizou as regras para o movimento não comercial de cães, gatos e furões através dos Regulamentos Delegados 2026/131 e 2026/133. O foco principal desta mudança é modernizar a identificação dos animais e combater o tráfico ilegal no bloco.
As novas diretrizes tornam obrigatória a integração dos dados de saúde ao sistema TRACES NT, uma plataforma digital que monitora cada deslocamento transfronteiriço. Isso garante que as autoridades veterinárias tenham acesso imediato ao histórico de vacinação e à procedência de cada pet que entra no território europeu.

O que permanece obrigatório para o transporte de pets?
Apesar das atualizações digitais, os requisitos sanitários de base que garantem a segurança biológica continuam sendo exigidos em todas as alfândegas. A conformidade com esses itens é o que permite que o tutor consiga autorização para viajar com animais sem intercorrências.
Confira os requisitos que seguem indispensáveis:
- Microchip ISO de 15 dígitos implantado antes da vacinação atual.
- Vacina contra a raiva dentro do prazo de validade e devidamente registrada.
- Limite máximo de 5 animais por tutor em deslocamentos não comerciais.
- Documentação oficial emitida por veterinário habilitado no país de origem.
Como funciona o novo passaporte digital europeu (e-Passport)?
A grande novidade tecnológica de 2026 é o início da transição para o e-Passport, um documento eletrônico que centraliza todas as informações do animal. Esse sistema visa substituir gradualmente os antigos passaportes de papel, facilitando a conferência do número do microchip nas fronteiras.
A implementação será feita por etapas, e os documentos físicos emitidos antes de abril de 2026 permanecem válidos até a sua expiração ou preenchimento total. Segundo a União Europeia, essa digitalização reduzirá fraudes em certificados de vacinação e testes de laboratório, aumentando a segurança para todos os viajantes.
Quais são as exigências específicas para tutores brasileiros?
Para quem sai do Brasil, as regras são mais rigorosas devido à classificação do país em relação ao controle da raiva. Além do microchip e da vacina, o tutor deve providenciar o teste de titulação de anticorpos, que comprova a eficácia da imunização no organismo do cão ou gato.
Para entender melhor os prazos e documentos, veja a tabela de planejamento:

Por que o prazo de validade do certificado sanitário mudou?
Uma alteração crítica para os brasileiros foi a redução do prazo de validade do Certificado Veterinário Internacional (CVI) para apenas 10 dias após a emissão. Anteriormente, alguns países aceitavam documentos com até 30 dias, mas a nova regra exige que o embarque ocorra logo após a inspeção oficial.
O Ministério da Agricultura do Brasil emite este documento de forma gratuita, mas o agendamento deve ser feito com antecedência para garantir a entrega dentro da janela permitida. Caso o animal chegue à Europa com o certificado vencido, ele pode ser colocado em quarentena ou até mesmo impedido de entrar no país de destino.
Como se preparar para países com regras adicionais?
Alguns destinos dentro do bloco europeu, como a Irlanda e a Finlândia, mantêm exigências extras de desparasitação contra a tênia da raposa. Esse tratamento deve ser administrado por um profissional e registrado no documento de viagem entre 24 e 120 horas antes da chegada ao território desses países.
Para garantir que nada seja esquecido ao viajar com animais, siga estas orientações:
- Verifique se o laboratório da sorologia é reconhecido oficialmente pela UE.
- Mantenha a carteira de vacinação física sempre junto ao certificado oficial.
- Confirme as regras de transporte da companhia aérea para o tamanho da caixa de transporte.
- Consulte um veterinário especializado em trânsito internacional com 6 meses de antecedência.
Respeitar as novas normas de 2026 é fundamental para evitar estresse e custos inesperados durante a imigração. Com a documentação correta e o microchip devidamente cadastrado no sistema europeu, você e seu pet poderão desfrutar da viagem com a tranquilidade que a nova legislação busca proporcionar.




