Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Curiosidades

Cientistas descobrem anfíbio no Brasil com hábito que muda 280 milhões de anos de história

Daniely Cardoso Por Daniely Cardoso
27/03/2026
Em Curiosidades, Notícias
anfíbio

A grande curiosidade dessa espécie é ser um provável anfíbio herbívoro, algo muito raro na história da vida

Imagine caminhar às margens de um antigo rio no Nordeste, há quase 300 milhões de anos, e encontrar um bicho parecido com um anfíbio atual… mas que, em vez de caçar insetos, passa o dia beliscando folhas. Essa é a história da Tanyka amnicola, um possível anfíbio herbívoro do Período Permiano, descoberto em fósseis preservados entre o Piauí e o Maranhão, que vem chamando a atenção de pesquisadores do Brasil e do exterior.

O que torna a Tanyka amnicola um anfíbio herbívoro tão diferente?

A grande curiosidade dessa espécie é ser um provável anfíbio herbívoro, algo muito raro na história da vida. A maioria dos anfíbios, antigos e atuais, tem dentes e mandíbulas feitos para caçar, rasgar e segurar presas animais, como insetos e pequenos vertebrados.

No caso da Tanyka amnicola, a forma da mandíbula e o desenho dos dentes sugerem outro caminho evolutivo. Em vez de pontiagudos para perfurar carne, eles seriam mais adequados para cortar plantas macias e talvez triturar pedaços de caules finos, indicando uma rotina alimentar bem diferente.

anfíbio (1)
A grande curiosidade dessa espécie é ser um provável anfíbio herbívoro, algo muito raro na história da vida

Quais evidências sustentam a ideia de um anfíbio que comia plantas?

Os cientistas analisaram com cuidado as mandíbulas fossilizadas, comparando-as com outros anfíbios do Permiano e com animais claramente herbívoros de épocas diversas. O formato do osso mandibular, a posição dos dentes e a forma como tudo se encaixaria no crânio apontam para uma mordida mais ampla e eficiente para processar folhas, e não para agarrar presas em movimento.

LeiaTambém

Fósseis revelam que os dinossauros possuíam penas e eram muito mais parecidos com aves

Fósseis revelam que os dinossauros possuíam penas e eram muito mais parecidos com aves

16/06/2025
Explorando o Sítio Paleontológico de Peirópolis

Explorando o Sítio Paleontológico de Peirópolis

04/01/2025

O ambiente também reforça essa hipótese, já que as rochas da região indicam antigos sistemas fluviais com abundante vegetação ribeirinha. Folhas macias, restos de plantas aquáticas e caules finos estariam disponíveis em grande quantidade, oferecendo um cardápio ideal para um anfíbio adaptado a explorar recursos vegetais.

Leia também: A primeira vez que o homem pisou no Everest sem a tecnologia

Por que a descoberta de um anfíbio herbívoro é tão importante?

Encontrar um provável anfíbio herbívoro muda a forma como imaginamos os ecossistemas do Permiano. Em vez de ver todos os anfíbios como pequenos predadores discretos na cadeia alimentar, essa espécie mostra que o grupo pode ter ocupado nichos mais variados, usando diferentes estratégias de sobrevivência e alimentação.

Essa descoberta também ajuda a repensar a evolução dos vertebrados em Pangeia, sugerindo comunidades mais complexas, com animais compartilhando rios, lagoas e margens cheias de plantas. Assim, a Tanyka amnicola amplia o quadro sobre como esses primeiros vertebrados se organizaram nos antigos ecossistemas.

Encontrar um provável anfíbio herbívoro muda a forma como imaginamos os ecossistemas do Permiano – Créditos: depositphotos.com / rickmcmillin

Como o Piauí se tornou uma referência em fósseis do Permiano?

O destaque dado a esse anfíbio herbívoro está ligado às condições especiais da Bacia do Parnaíba, que se estende pelo Piauí, Maranhão e áreas vizinhas. Ali, rochas do Permiano ficam expostas na superfície, preservando sedimentos de antigos rios, lagos e planícies de inundação, ideais para guardar ossos, troncos e folhas fósseis.

Nos últimos anos, equipes multidisciplinares têm feito expedições regulares e descrito uma grande variedade de fósseis, incluindo répteis primitivos como pelicossauros. Esse conjunto de achados transformou o Piauí em um laboratório natural, fora dos centros clássicos como África do Sul e América do Norte, ajudando a revelar peças importantes da história dos vertebrados.

Para você que gosta de curiosidades, separamos um vídeo do canal TV Assembleia PI com tudo sobre os fósseis de pelicossauros:

Quais fatores explicam o sucesso das pesquisas na Bacia do Parnaíba?

Para entender por que tantos fósseis importantes surgem ali, pesquisadores destacam uma combinação de geologia favorável, longa tradição científica e parcerias com centros de pesquisa de vários países. Esses elementos criam um cenário fértil para novas descobertas e para a formação de equipes bem preparadas e conectadas com a ciência internacional.

  • Condições geológicas com rochas do Permiano expostas em superfície.
  • Projetos contínuos de universidades, museus e grupos de pesquisa locais.
  • Colaborações externas com instituições da Europa, Américas e África.
  • Grande volume de fósseis coletados, muitos ainda em fase de estudo.

A interpretação da Tanyka amnicola como um anfíbio especializado em consumir plantas reforça a ideia de que a ocupação de ambientes terrestres e semiaquáticos não seguiu um único modelo. Houve múltiplas tentativas evolutivas, com linhagens testando diferentes formas de se alimentar e conviver em ecossistemas cada vez mais complexos.

Tags: 300 milhõesanfíbiopaleontologia

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Estado de Minas

Política Economia Internacional Nacional Cultura Saúde e Bem Viver EM Digital Fale com EM Assine o Estado de Minas

Entretenimento

Entretenimento Famosos Séries e TV Cinema Música Trends Comportamento Gastronomia Tech Promoções

Estado de Minas

Correio Braziliense

Cidades DF Política Brasil Economia Mundo Diversão e Arte Ciência e Saúde Eu Estudante Concursos Concursos

Correio Web

No Ataque

América Atlético Cruzeiro Vôlei Futebol Nacional Futebol Internacional Esporte na Mídia Onde Assistir

Vrum

Classificados MG Classificados DF Notícias

Lugar Certo

Classificados MG Classificados DF

Jornal Aqui

Cidades Esporte Entretenimento Curiosidades

Revista Encontro

Notícias Cultura Gastrô

Tv Alterosa

Alterosa Alerta Jornal da Alterosa Alterosa Esporte

Sou BH

Tupi FM

Apresentadores Programação PodCasts Melhores da Bola Tupi

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Gerais
  • Política
  • Economia
  • Nacional
  • Internacional
  • DiversEM
  • Saúde
  • Colunistas
  • Cultura
  • BBB
  • Educação
  • Publicidade Legal
  • Direito e Justiça Minas
  • Regiões de Minas
  • Opinião
  • Especiais
  • #PRAENTENDER
  • Emprego
  • Charges
  • Turismo
  • Ciência
  • Feminino e Masculino
  • Degusta
  • Tecnologia
  • Esportes
  • Pensar
  • Podcast
  • No Ataque
    • América
    • Atlético
    • Cruzeiro
  • Agropecuário
  • Entretenimento
  • Horóscopo
  • Divirta-se
  • Apostas
  • Capa do Dia
  • Loterias
  • Casa e Decoração
  • Mundo Corporativo
  • Portal Uai
  • TV Alterosa
  • Parceiros
  • Blogs
  • Aqui
  • Vrum
  • Sou BH
  • Assine
  • Anuncie
  • Newsletter
  • Classificados
  • Clube do Assinante
  • EM Digital
  • Espaço do Leitor
  • Fale com o EM
  • Perguntas Frequentes
  • Publicidade Legal Aqui
  • Conteúdo Patrocinado
  • Política de privacidade

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.