Desde 2026, quem circula de moto em Lima e Callao convive com uma regra que mexeu com o dia a dia de trabalho, estudo e deslocamento: a limitação ao transporte de passageiro na motocicleta, justificada pela segurança pública, enquanto no Brasil a garupa segue liberada com foco em requisitos de proteção e liberdade de locomoção.
O que é a proibição de garupa em moto em Lima e Callao
O Decreto Supremo nº 002-2026-MTC em vigor desde 2026 impede que motocicletas circulem com duas pessoas em áreas específicas, classificadas como zonas sensíveis em termos de segurança.
A intenção declarada é reduzir o uso da moto por grupos envolvidos em crimes rápidos e de difícil apuração. Assim, a fiscalização se concentra em identificar quem insiste em transportar garupa nessas áreas, aplicando multas elevadas e pontos na habilitação, o que pode levar até à suspensão do direito de dirigir.

Como funciona a garupa em motocicletas no Brasil em 2026
No Brasil, a garupa em motocicletas segue autorizada em 2026, desde que respeitadas as regras de segurança do Código de Trânsito Brasileiro. O país não adotou medidas que relacionem diretamente a presença do passageiro ao combate à criminalidade, priorizando a liberdade de ir e vir.
Os tribunais entendem que leis locais proibindo garupa por segurança pública invadem competência da União e restringem de forma excessiva a locomoção. Por isso, a atuação se concentra em requisitos técnicos e de proteção física, e não em vetos ao transporte de passageiro.
Quais são as principais regras de segurança para garupa no Brasil
Para manter a garupa liberada sem comprometer a segurança, o Brasil adota um conjunto de exigências válidas em todo o território nacional. Essas normas reforçam a proteção de condutores e passageiros e sustentam o crescimento de serviços sobre duas rodas.
Entre as principais regras de segurança para quem transporta garupa em motocicletas no Brasil, destacam-se:
- Capacete obrigatório para condutor e passageiro, com viseira ou óculos de proteção em boas condições;
- Uso exclusivo do assento suplementar instalado atrás do piloto ou de sidecar regularizado junto aos órgãos de trânsito;
- Restrição ao transporte de crianças com menos de 10 anos ou sem condições de se manterem seguras na moto;
- Regras específicas para mototáxi, motofrete e aplicativos, como treinamento, cadastro e itens de segurança adicionais;
- Fiscalização periódica e campanhas educativas da Senatran para atualização de condutores e empresas.
Veja abaixo um resumo comparativo:
| Aspecto analisado | Lima / Callao (2026) | Brasil (2026) |
|---|---|---|
| Garupa em motocicletas | Proibição vigente em áreas específicas, como medida de segurança pública. | Permitido em todo o território nacional, conforme legislação federal. |
| Penalidades aplicadas | Multas de até S/ 1.320 (aprox. R$ 2.100). | Não existe infração equivalente. |
| Motivação da regra | Combate direto à criminalidade e resposta emergencial na segurança urbana. | Prioridade à liberdade de locomoção e ao direito de transporte individual. |
| Impacto nos serviços | Suspensão ou forte restrição a mototáxis e serviços de transporte por moto. | Expansão contínua do motofrete, delivery e mototáxi. |
Por que o Peru restringiu garupas e quais os impactos no dia a dia
A proibição de garupa em motocicletas em Lima e Callao integra um pacote de ações adotadas em estado de emergência em segurança pública. Autoridades relatam aumento de delitos cometidos por duplas em motos, em extorsões, ataques armados e fugas rápidas.
Ao reduzir motos com dois ocupantes, o governo peruano espera facilitar o monitoramento de suspeitos e investigações. Porém, a medida atinge duramente mototaxistas, entregadores, empresas e famílias, gerando reorganização de rotas, aumento de custos e pressão de sindicatos por flexibilizações e exceções.
O que a comparação entre Peru e Brasil revela e por que agir agora
Ao comparar o modelo restritivo do Peru com a abordagem brasileira baseada em segurança e liberdade, fica claro que a expressão proibição de garupa em moto pode significar perda de renda, mobilidade e autonomia para milhares de pessoas. Cada escolha legal redefine como trabalhadores, estudantes e famílias se deslocam nas grandes cidades.
Se você depende da moto para viver, informar-se e participar do debate público é urgente: acompanhe projetos de lei, pressione representantes, fortaleça associações do setor e compartilhe informação qualificada hoje, antes que decisões tomadas sem sua voz limitem de forma irreversível o seu direito de ir e vir.




