O óleo de rícino, também conhecido como óleo de mamona, tem ganhado espaço nas rotinas de cuidados com a pele, principalmente entre pessoas com mais de 50 anos, por ser rico em ácido ricinoleico, um ácido graxo com propriedades hidratantes e calmantes, embora seu uso exija orientação adequada para equilibrar benefícios estéticos e eventuais riscos.
Principais benefícios do óleo de rícino para a pele
O óleo de rícino costuma ser associado à hidratação intensa e ao apoio em cuidados anti-idade, especialmente em peles maduras. Sua textura densa pode formar uma película protetora que reduz a perda de água e melhora a sensação de maciez em regiões mais ressecadas. No vídeo do @Cardio DF — Cardiologia e saúde cardiovascular em Brasília (DF), o uso do óleo de rícino após os 50 anos é explicado com foco em benefícios reais:
Relatos mencionam melhora na aparência de linhas finas e do ressecamento em áreas como testa e ao redor da boca, muito mais pela retenção de umidade do que por um efeito “lifting”. O ácido ricinoleico tem ação emoliente e pode favorecer a recuperação de áreas ásperas ou sensibilizadas por clima seco, ou uso de produtos agressivos.
Como usar o óleo de rícino com mais segurança no dia a dia
O uso seguro do óleo de rícino começa pela escolha de versões 100% puras, prensadas a frio e, se possível, de origem orgânica, o que tende a preservar melhor seus componentes. Em peles sensíveis ou acneicas, a orientação profissional é recomendada, pois a textura espessa nem sempre é bem tolerada.
Para facilitar a aplicação e reduzir a sensação pegajosa, o óleo costuma ser diluído em veículos mais leves, como óleo de coco, jojoba ou amêndoas doces, e aplicado em pequenas quantidades. O teste de sensibilidade prévio, em área restrita da pele, ajuda a identificar possíveis irritações ou alergias.
- Na pele do rosto: usar poucas gotas, misturadas ao hidratante ou a outro óleo leve, preferencialmente à noite.
- Nos lábios: aplicar uma fina camada para auxiliar em quadros de ressecamento e proteger contra perda de umidade.
- Em unhas e cutículas: massagear diariamente com poucas gotas para hidratar, reduzindo descamação e aparência esbranquiçada.
- Em pequenas áreas ressecadas do corpo: usar de forma localizada em joelhos, calcanhares ou mãos, sempre sobre pele íntegra.
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Mitos e riscos relacionados ao uso do óleo de rícino

Vários mitos cercam o uso do óleo de rícino, sobretudo sobre crescimento de cabelos, cílios e supostos efeitos “detox”. Até o momento, não há evidências robustas de que a aplicação tópica acelere de forma significativa o crescimento dos fios, embora possa melhorar brilho e sensação de maciez.
O uso próximo ou dentro dos olhos é considerado arriscado, pois o produto não é formulado para aplicação ocular e pode causar irritação intensa. A ideia de que compressas na pele teriam efeito desintoxicante também carece de comprovação, e a ingestão caseira como laxante é desencorajada pelo risco de cólicas, diarreia e desidratação.
- Gestantes e lactantes: devem evitar o uso interno do óleo sem supervisão profissional, devido ao risco de estimular contrações uterinas.
- Pessoas em uso de medicamentos: quem utiliza anticoagulantes, antibióticos ou outros remédios contínuos precisa de avaliação médica antes de empregar qualquer derivado de mamona de forma mais ampla.
- Peles muito sensíveis ou com doenças de base: casos de dermatite, rosácea e outras condições devem ser acompanhados por dermatologista antes da inclusão do óleo na rotina.
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Papel do óleo de rícino nos cuidados após os 50 anos
Após os 50 anos, a pele tende a apresentar menor oleosidade e produção de colágeno, ficando mais sujeita ao ressecamento. Nesse contexto, o óleo de rícino pode atuar como aliado complementar para reforçar a hidratação e proteger a barreira cutânea, principalmente à noite, sem substituir tratamentos médicos ou dermocosméticos.
Uma rotina simples pode incluir limpeza suave, uso de ativos específicos prescritos por profissional de saúde e, em seguida, pequena quantidade de óleo diluído nas áreas mais secas. Em mãos e pés, a combinação de óleo de mamona com creme hidratante e o uso de luvas ou meias de algodão durante o sono é comum em quem busca suavizar o aspecto áspero.




