Estudo da Oregon Health & Science University mostra que dormir menos de 7 horas aumenta risco de morte precoce. A privação afeta regeneração celular, cérebro, sistema cardiovascular e supera dieta e exercício como fator de longevidade.
Dormir pouco não causa apenas cansaço. Pesquisadores da Oregon Health & Science University alertam que a privação de sono está entre os fatores comportamentais mais associados à morte precoce, superando sedentarismo e má alimentação em impacto na longevidade.
Por que dormir pouco é considerado um risco grave à longevidade?
Segundo os cientistas da Oregon Health & Science University, o sono insuficiente compromete processos biológicos essenciais que só ocorrem durante o descanso profundo, afetando diretamente a regeneração celular, o equilíbrio hormonal e a saúde cardiovascular.
Os pesquisadores afirmam que a falta crônica de sono apresenta correlação semelhante à do tabagismo com mortalidade precoce, o que eleva o descanso ao mesmo nível de prioridade de políticas públicas voltadas à prevenção de doenças.

Por que dormir menos de 7 horas preocupa tanto os especialistas?
O estudo publicado no periódico científico SLEEP Advances, da Sleep Research Society, identificou um limite crítico abaixo de sete horas de sono, no qual o organismo falha em completar ciclos vitais de recuperação. Entre os efeitos mais relevantes observados, estão os seguintes.
- Comprometimento do sistema glinfático, responsável pela limpeza de toxinas cerebrais.
- Desregulação da pressão arterial, aumentando o risco cardiovascular.
- Elevação da inflamação sistêmica, associada ao envelhecimento acelerado.
Por que o sono pesa mais que dieta e exercício nos estudos?
Ao analisar dados de mortalidade entre 2019 e 2025, os autores do estudo concluíram que a insuficiência de sono apresentou relação mais consistente com redução da expectativa de vida do que hábitos alimentares inadequados ou falta de atividade física.
Especialistas explicam que o sono regula sistemas que sustentam todos os outros hábitos saudáveis, o que torna ineficaz manter boa dieta ou exercícios sem um descanso adequado para consolidar esses benefícios.

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Como a falta de sono afeta o corpo de forma sistêmica?
De acordo com os pesquisadores da OHSU, dormir pouco interfere diretamente na regeneração cerebral, na consolidação da memória e na resposta imunológica, criando um estado contínuo de desgaste fisiológico.
Esse efeito cumulativo, segundo os especialistas, explica por que a privação de sono acelera o envelhecimento biológico mesmo em pessoas jovens, saudáveis e sem doenças aparentes.
Quais hábitos são recomendados por especialistas em medicina do sono?
As orientações seguem diretrizes da American Academy of Sleep Medicine, que trata o sono como um fator médico essencial à sobrevivência. Entre as recomendações práticas validadas pelos especialistas, destacam-se as que você vê a seguir.
- Dormir entre 7 e 9 horas como uma prescrição de saúde contínua.
- Manter horários regulares para dormir e acordar diariamente.
- Reduzir luz e estímulos antes de deitar para favorecer o sono profundo.
Os especialistas reforçam que tratar o sono como prioridade diária não é um luxo, mas uma estratégia comprovada de longevidade baseada em evidências científicas consistentes.




