Projeto de lei em Juiz de Fora prevê entregas em condomínios apenas na portaria, visando segurança e eficiência. A proposta elimina a obrigação de subir prédios, reduz tempo por pedido e mantém exceções por acessibilidade.
Um projeto de lei sobre entregadores em tramitação na Câmara Municipal de Juiz de Fora propõe regras claras para o delivery em condomínios. A ideia é acabar com a obrigação de subir em prédios, priorizando segurança, agilidade e melhores condições de trabalho.
O que propõe o projeto de lei dos entregadores em Juiz de Fora?
A proposta estabelece que o serviço de entrega em condomínios residenciais e comerciais seja feito obrigatoriamente na portaria ou no portão principal. Com isso, o entregador deixa de ser obrigado a circular por áreas internas privadas.
Segundo o texto, a medida busca reduzir conflitos com consumidores, aumentar a segurança no delivery e tornar o trabalho mais eficiente. A prática já é recomendada por aplicativos, mas ainda gera divergências no dia a dia urbano.

Por que o autor defende o fim da entrega na porta do apartamento?
O vereador Dr. Antônio Aguiar afirma que a proposta humaniza a atividade dos entregadores e corrige uma distorção comum na rotina desses profissionais. Entre os principais argumentos apresentados, destacam-se os pontos a seguir.
- Segurança do trabalhador: redução do risco ao evitar circulação em áreas internas.
- Produtividade: menos tempo parado significa mais entregas e maior renda.
- Privacidade dos moradores: diminuição do acesso de terceiros a áreas privadas.
Como a medida impacta a segurança e a logística das entregas?
Especialistas em logística de última milha apontam que limitar a entrega à portaria cria um ponto de controle mais seguro. Isso protege o entregador e também os moradores, reduzindo situações de exposição e conflitos internos.
Estudos indicam que o tempo gasto para subir e descer em prédios pode chegar a 12 minutos por pedido. Ao reduzir esse intervalo, o tempo de entrega cai drasticamente, aumentando a eficiência e o potencial de ganho diário.

Quais são as exceções previstas por acessibilidade?
O projeto reconhece situações em que a entrega na porta é essencial para garantir direitos básicos. Por isso, a regra não vale em todos os casos, conforme as exceções práticas listadas abaixo.
- Pessoa com deficiência: entrega mantida na porta para garantir acessibilidade.
- Mobilidade reduzida: atendimento diferenciado mediante comprovação.
- Direitos humanos: prioridade para não excluir quem depende do serviço.
Com essa exceção, o texto busca equilíbrio entre proteção ao entregador e inclusão social. A proposta acompanha uma tendência nacional e pode redefinir o padrão do delivery urbano nos próximos anos.




