Na Torre Moranta, um projeto de 30 mil m² levou o concreto de menor impacto ambiental ao centro da estratégia da obra. Foram fornecidos 20 mil m³ de ECOPact, com misturas ajustadas às exigências estruturais e apoio digital para controlar resistência, concretagem, ritmo de execução e retirada das fôrmas.
Como 20 mil m³ de concreto entraram na Torre Moranta?
A escala do empreendimento exigia que o material chegasse com regularidade de desempenho, porque pilares, lajes e outros elementos não pedem exatamente a mesma resistência. A Torre Moranta recebeu 20 mil m³ de ECOPact ao longo da execução.
Isso significa que o desafio não era apenas substituir uma mistura por outra. O concreto precisava continuar atendendo funções estruturais diferentes, com controle de dosagem, transporte, lançamento e ganho de resistência compatível com o ritmo previsto para uma torre de uso misto.

Como o concreto de menor impacto ambiental manteve o desempenho?
O ponto central foi desenvolver níveis de resistência específicos para os diferentes elementos construtivos. Em vez de trabalhar com uma receita única, a equipe ajustou o desempenho do material às solicitações previstas, preservando a capacidade estrutural enquanto reduzia a pegada de carbono associada ao concreto convencional.
A lógica se aproxima do que a Global Cement and Concrete Association usa ao classificar concretos de menor carbono: a comparação considera emissões por metro cúbico e também a resistência, porque misturas mais resistentes normalmente exigem proporções diferentes de ligantes.
Como a obra controlou resistência e retirada das fôrmas?
Além da composição do material, a obra usou monitoramento digital do concreto para acompanhar temperatura e evolução da resistência. Esse tipo de dado ajuda a saber quando uma laje já atingiu condição suficiente para avançar, evitando depender apenas de prazos fixos e permitindo organizar melhor as próximas etapas.
Na prática, três frentes precisavam funcionar juntas:
- Dosagem: ajustar a mistura ao elemento estrutural que seria concretado.
- Monitoramento: acompanhar o ganho de resistência durante a cura.
- Logística: coordenar entrega, lançamento e retirada das fôrmas sem criar gargalos.

Por que a logística pesa tanto em um volume desse tamanho?
Com 20 mil m³ de material, pequenas falhas de programação podem se multiplicar rapidamente. Caminhões, bombas, equipes, fôrmas e frentes de trabalho precisam estar sincronizados para que o concreto chegue no momento certo e seja aplicado dentro da janela adequada de trabalhabilidade prevista para cada mistura.
O uso de plataformas digitais também ajudou a organizar pedidos e acompanhar entregas. Em uma obra vertical, essa coordenação entre produção e canteiro reduz esperas e facilita a sequência dos pavimentos, especialmente quando diferentes resistências são usadas em partes distintas da estrutura.
O que a Torre Moranta demonstra sobre concreto de menor emissão?
O caso mostra que reduzir emissões não exige abandonar o concreto estrutural. A estratégia pode passar por reformular o material, especificar cada mistura de acordo com a função e controlar melhor o momento em que ela é produzida, lançada e liberada para receber novas cargas.
Na Moranta, o ganho ambiental veio acompanhado de controle de desempenho e organização de obra. A escala de 20 mil m³ torna o projeto um exemplo prático de como engenharia de materiais, logística e acompanhamento digital podem trabalhar juntos quando a redução de carbono entra desde o planejamento.




