ECONOMIA

Como atrair jovens em uma região do Japão que envelhece? A TDK aposta em um benefício fora do escritório para enfrentar o desafio de contratar e reter funcionários

Para vencer a falta de trabalhadores no Japão; empresa investe em moradia moderna com academia e lazer para atrair novos talentos à região

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O Japão registra uma das taxas de fecundidade mais baixas do mundo, acompanhada por um envelhecimento populacional contínuo. A situação atinge níveis críticos na província de Akita, no norte do país. Com média de idade de 54 anos, a localidade contabiliza cinco mortes para cada nascimento.

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O declínio demográfico provoca falta de mão de obra nas indústrias locais. O problema atinge a fábrica da TDK, tradicional produtora de fitas cassete que passou a fornecer componentes em miniatura para a Apple. A fabricante instalou a unidade na região durante a Segunda Guerra Mundial para impulsionar a industrialização local, mas agora sofre com a escassez de colaboradores.

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Dificuldades na contratação afetam os negócios locais. Em declaração concedida ao "Financial Times", o diretor da fornecedora Azuma Denka, Hiroaki Wakaizumi, afirmou: "a época em que Akita era rica e tinha muitos recursos remonta a 150 ou 200 anos. O maior problema hoje é simplesmente a falta de população."

Vila operária para atrair trabalhadores

Para atrair novos talentos e reter mão de obra, a TDK construiu um complexo residencial moderno situado a 10 minutos de carro da fábrica. Os trabalhadores podem alugar quartos no espaço, que oferece estrutura completa:

  • academia de ginástica e refeitório;

  • espaços de socialização;

  • comércio localizado no entorno.

A iniciativa pretende frear a debandada de mão de obra para Tóquio e Osaka. Nas grandes metrópoles, salários mais altos atraem os profissionais qualificados, fazendo com que dois terços dos jovens deixem a fábrica antes de atingir três anos de serviço. O responsável pelo projeto, Yoshikazu Nakasugi, explicou: "a ideia era planejar bem o espaço. É raro que pessoas de diferentes gerações se reúnam no mesmo lugar. As trocas intergeracionais são um diferencial real aqui."

O projeto habitacional busca atrair residentes de outras partes do país e obteve o apoio do prefeito Takanobu Minato. O gestor municipal destacou: "conter esse declínio demográfico por diversas medidas é crucial. Se não tomarmos as ações necessárias, a própria sobrevivência da cidade estará comprometida."

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Empresas como Yamaha e Suzuki optaram pela contratação de trabalhadores imigrantes para suprir postos de trabalho. Atualmente, o Japão registra mais de 2,5 milhões de operários estrangeiros, fatia equivalente a cerca de 3% dos assalariados nacionais. Em Akita, região isolada e conservadora, a TDK prefere manter apenas funcionários japoneses, apesar de o governo regional pedir tolerância e admitir atraso na integração de estrangeiros.


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