O preço do petróleo registrou queda nesta segunda-feira (21), apesar da intensificação do confronto entre os houthis, grupo do Iêmen alinhado ao Irã, e as forças da Arábia Saudita. As negociações de paz entre iranianos e norte-americanos também permanecem estagnadas.
O barril Brent, referência mundial, chegou a cair 3,5%, para US$ 100,22. Na abertura das negociações no domingo (20), a cotação havia subido 0,91%, para US$ 104,82, mas reverteu a tendência. O petróleo WTI, referência nos EUA, era negociado a US$ 93,08, uma desvalorização de 3,12%.
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A queda nos preços ocorreu mesmo com a escalada dos ataques no fim de semana. No sábado (19), os houthis reivindicaram uma ofensiva contra os arredores do principal aeroporto de Riad, capital saudita, onde uma densa coluna de fumaça foi vista.
Escalada do conflito
Um dia depois, o grupo do Iêmen e as forças militares sauditas trocaram ataques nas cidades de Al-Wazi’iyah, Al-Madaribah e Al-Arah, no sudoeste iemenita. Segundo Abdul Basit al-Baher, oficial do Exército ligado ao governo apoiado pela Arábia Saudita, os houthis buscam controlar essas áreas para isolar a cidade de Taiz.
O objetivo do grupo é sitiar as forças apoiadas pelos sauditas em Taiz. Houve também confrontos pelo domínio do estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico e se tornou uma rota comercial crucial para a produção de petróleo saudita.
Autoridades sauditas indicam que o reino não deseja combater os houthis sozinho e aguardam uma definição sobre a ampliação da assistência militar dos EUA. O presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou um apelo do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman por maior apoio militar, segundo fontes familiarizadas com as conversas. Trump também afirmou que os houthis prometeram não atacar os EUA.
April Alley, pesquisadora do Washington Institute, avalia que os houthis adotam uma estratégia de expansão em duas frentes: militar e narrativa. "Eles dizem: 'Somos todos iemenitas; vamos expulsar os sauditas e depois encontrar soluções'", explicou.
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A Guarda Revolucionária do Irã advertiu nesta segunda-feira que atacará novos alvos com novas armas se os EUA voltarem a atacar o país. Um porta-voz afirmou que o mundo ficará surpreso e que a Guarda está preparada para uma "guerra prolongada".
