Häagen-Dazs, Ford e mais: conheça algumas empresas que deixaram o Brasil
De montadoras a gigantes do varejo, entenda os motivos que levaram marcas famosas a encerrar ou reestruturar suas operações no mercado brasileiro
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A recente saída da Häagen-Dazs do mercado brasileiro não é um caso isolado. A decisão da General Mills, dona da marca, de encerrar as atividades faz parte de um plano de reformulação de portfólio e se soma a uma lista de empresas internacionais que reestruturaram seus negócios no país nos últimos anos.
Essas movimentações incluem desde o encerramento total das operações até o fechamento de fábricas, a venda do controle acionário ou a migração para outros canais de venda. As estratégias variam conforme as decisões de cada empresa, que podem envolver revisão de produtos, mudança no modelo de negócio ou reorganização global.
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Montadoras encerram produção local
A Ford, presente no Brasil desde 1919, anunciou em janeiro de 2021 o fim da produção de veículos no país. As fábricas de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e a unidade da Troller em Horizonte (CE) foram fechadas. A empresa atribuiu a decisão à capacidade ociosa, redução de vendas, anos de perdas e ao ambiente econômico desfavorável. A montadora manteve as operações comerciais com veículos importados.
A Mercedes-Benz também encerrou a produção de automóveis em 2020 na sua fábrica de Iracemápolis (SP), inaugurada em 2016. A decisão foi justificada pela difícil situação econômica, agravada pela pandemia, que provocou queda nas vendas de carros premium. A empresa continua produzindo caminhões e ônibus no país, além de vender carros importados.
Varejo e tecnologia mudam de rota
A Sony fechou sua fábrica em Manaus em 2020, encerrando a produção de TVs, câmeras e equipamentos de áudio. Em 2021, a empresa confirmou que deixaria de vender esses produtos no mercado brasileiro. A decisão foi atribuída ao ambiente de mercado e às perspectivas de negócio, mas a companhia manteve as operações de PlayStation, soluções profissionais, música e entretenimento.
A Nikon, fabricante japonesa de equipamentos fotográficos, encerrou suas atividades no Brasil em 2018. A medida fez parte de uma reestruturação global da companhia, que buscava otimizar suas estruturas para um crescimento sustentável.
No varejo, a Forever 21, que chegou ao Brasil em 2014, fechou suas lojas citando dificuldades financeiras da matriz e o cenário local desfavorável, com custos elevados e forte concorrência. Já a operação do Walmart foi vendida em 80% para o fundo Advent International em 2018, e a marca foi substituída por outras bandeiras, como o Grupo BIG.
Outros setores também se ajustaram
A Haribo, conhecida pelas balas de gelatina, encerrou em 2016 a produção em sua fábrica de Bauru (SP), a primeira fora da Europa. A empresa apontou um cenário de competitividade e fatores externos que impactaram o ambiente de negócios.
A farmacêutica Roche anunciou em 2019 o fechamento de sua fábrica no Rio de Janeiro, que produzia medicamentos como Bactrim e Rivotril. A empresa justificou a medida com uma mudança na estratégia global e a transformação de seu portfólio, mas manteve as operações comerciais no país.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.