O que o Brasil mais compra e vende para a China? Comércio bateu recorde de US$ 171 bi em 2025
A parceria econômica entre os países movimentou US$ 171 bilhões em 2025; veja em números o que move a balança comercial e a dependência mútua dos dois mercados
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A China é, há mais de 15 anos, o principal parceiro comercial do Brasil, uma relação que movimentou um recorde de US$ 171 bilhões em 2025, segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), após atingir US$ 158 bilhõesbilhões em 2024. Entender o que move essa balança comercial, cujo volume é mais que o dobro do registrado com os Estados Unidos, é fundamental para decifrar a dependência mútua e os rumos da economia brasileira.
De um lado, o Brasil funciona como um grande fornecedor de matérias-primas essenciais para alimentar a população e a indústria chinesa. Do outro, a China abastece o mercado brasileiro com uma vasta gama de produtos industrializados e tecnologia. Essa troca, embora lucrativa para o Brasil, revela um padrão claro: exportamos commodities de baixo valor agregado e importamos bens de alto valor agregado.
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O que o Brasil vende para a China
A pauta de exportações brasileiras para o gigante asiático, que totalizou US$ 100 bilhões em 2025, é altamente concentrada em poucos produtos. Três itens sozinhos representam a maior parte do que é enviado para lá, evidenciando a força do agronegócio e da mineração nacional.
Soja: É a estrela absoluta das exportações. Apenas em 2024, o Brasil exportou 74,65 milhões de toneladas do grão para a China, movimentando US$ 36,48 bilhões. O produto é fundamental para a produção de ração animal que sustenta a indústria de carnes chinesa.
Minério de ferro: Essencial para a produção de aço, o minério extraído no Brasil alimenta a construção civil e a indústria manufatureira chinesa.
Petróleo bruto: Para manter sua economia funcionando, a China é uma grande consumidora de energia, e o petróleo brasileiro ajuda a suprir essa demanda crescente.
Carne bovina: O Brasil é um dos maiores fornecedores de carne para o mercado chinês, que tem aumentado o consumo da proteína nos últimos anos.
O que o Brasil compra da China
Enquanto as vendas são concentradas, as compras são muito mais diversificadas, incluindo itens de maior tecnologia e capacidade industrial. Nos últimos anos, novas categorias ganharam destaque.
Veículos elétricos e híbridos: Essa categoria se tornou uma das mais importantes. Marcas como a BYD, que liderou com 61,2% do mercado brasileiro de elétricos em 2024, impulsionam essas importações.
Equipamentos de telecomunicações: Celulares, roteadores, antenas e componentes eletrônicos continuam sendo uma categoria principal de importação.
Máquinas e equipamentos elétricos: Inclui desde peças para a indústria automobilística até eletrodomésticos e ferramentas.
Plataformas de petróleo: Compras de grande valor, como a aquisição de plataformas no valor de US$ 2,7 bilhões no início de 2025, impactam significativamente a balança.
Produtos químicos e farmacêuticos: A China consolida-se como a principal fornecedora do Brasil nesse segmento. O grande destaque recente foi o ano de 2025, quando o país asiático ultrapassou a Rússia pela primeira vez para se tornar o maior exportador de fertilizantes.
Essa dinâmica comercial resulta em um superávit para o Brasil. Em 2025, as exportações de US$ 100 bilhões superaram as importações de US$ 70,9 bilhões, gerando um saldo positivo de aproximadamente US$ 29 bilhões. No entanto, a relação acende um alerta sobre a dependência de commodities e de componentes chineses, mostrando a complexidade de uma das parcerias econômicas mais importantes do mundo para o futuro do país.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.