Pequenos descuidos podem transformar a expectativa pela restituição do Imposto de Renda em dor de cabeça. Erros na declaração são o principal motivo para cair na malha fina e, consequentemente, ir para o fim da fila de pagamentos da Receita Federal.

O Fisco cruza as informações enviadas pelo contribuinte com dados de empresas, bancos e outras fontes e qualquer divergência pode atrasar o recebimento dos valores, que para muitos representa um alívio financeiro. Para garantir que o dinheiro chegue mais rápido, é fundamental revisar os dados com atenção. Conhecer as falhas mais comuns ajuda a evitá-las.

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Erros de digitação

Pode parecer um detalhe simples, mas erros de digitação lideram o ranking de problemas. Um número de CPF incorreto, um nome com a grafia errada ou a inversão de valores pode invalidar uma dedução ou criar uma inconsistência que leva a declaração diretamente para a malha fina. A atenção deve ser redobrada ao informar valores de rendimentos e despesas.

Omissão de rendimentos

Esquecer de declarar alguma fonte de renda é um erro grave e facilmente detectável pela Receita Federal. Todos os rendimentos tributáveis do ano anterior devem ser informados, incluindo salários, aluguéis, pensões e até mesmo ganhos de trabalhos temporários. As empresas e fontes pagadoras informam esses valores ao Fisco, tornando a omissão uma divergência clara.

Informar despesas médicas incorretas

As despesas com saúde são uma das principais fontes de dedução, mas também de erros. É comum o contribuinte incluir gastos que não são dedutíveis, como medicamentos comprados na farmácia, ou informar valores sem o devido comprovante. Apenas despesas com consultas, exames e procedimentos hospitalares, com recibo ou nota fiscal, são válidas.

Problemas com dependentes

Cada CPF só pode constar como dependente em uma única declaração por ano, no entanto, declarar o mesmo dependente em duas declarações diferentes, como no caso de pais separados, é uma falha recorrente. Incluir como dependente alguém que já possui renda acima do limite estabelecido pela Receita também é um erro comum. A exceção ocorre quando há mudança na relação de dependência ao longo do ano-calendário, situação que deve ser informada corretamente.

Dados bancários errados

Um erro que não leva à malha fina, mas impede o pagamento, é o cadastro incorreto dos dados bancários pois, se o número da agência ou da conta estiver errado, o dinheiro da restituição é devolvido pelo banco. Nesse caso, o contribuinte precisará acessar o portal do Banco do Brasil, instituição responsável pelos pagamentos, para reagendar o crédito, o que gera um atraso desnecessário.

Caso identifique algum erro após o envio, é possível fazer uma declaração retificadora para corrigir as informações e evitar maiores problemas com o Fisco.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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