FGTS Futuro para casa própria: como funciona e quem pode usar?
Entenda a modalidade que permite usar depósitos futuros do fundo para comprar um imóvel; veja as regras e se você tem direito ao benefício
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Trabalhadores com carteira assinada podem usar os depósitos futuros do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para comprar a casa própria. A modalidade conhecida como FGTS Futuro está disponível para famílias de baixa renda que desejam financiar um imóvel pelo programa Minha Casa, Minha Vida.
Buscando facilitar o acesso à moradia, a medida permite que a capacidade de pagamento do comprador seja ampliada com recursos que ele receberia no futuro, como um complemento de renda. O valor que seria depositado mensalmente pelo empregador na conta do fundo é usado para aumentar a capacidade de pagamento do trabalhador e com isso é possível conseguir a aprovação de um financiamento imobiliário que antes seria negado por renda insuficiente.
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O banco realiza uma simulação para estimar os depósitos futuros de 8% sobre o salário do trabalhador e oferece esse valor para abater parte da prestação. O dinheiro não é sacado, mas sim caucionado (dado como garantia) pela instituição financeira para essa finalidade. Assim, uma parcela do financiamento que não caberia no orçamento mensal da família passa a ser coberta por esses depósitos.
Essa opção é diferente do uso tradicional do saldo já existente no FGTS, que pode ser usado para dar entrada, amortizar ou liquidar o saldo devedor de um financiamento. O FGTS Futuro utiliza um dinheiro que o trabalhador ainda vai receber.
Quem pode solicitar o FGTS Futuro?
A modalidade está disponível para trabalhadores que atendem a critérios específicos, focados em famílias de baixa renda. Para ter direito, é preciso:
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Ter renda familiar mensal de até R$ 3.200.
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Trabalhar com carteira assinada.
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Autorizar expressamente a caução dos depósitos futuros no momento da contratação do crédito, o que pode ser feito pelo aplicativo FGTS.
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Não ter outro financiamento imobiliário ativo.
O que acontece em caso de demissão?
Se ocorrer uma demissão, o pagamento das parcelas do financiamento que usavam o FGTS Futuro não sofre um aumento imediato, e o valor que seria coberto pelos depósitos futuros passa a ser incorporado ao saldo devedor do financiamento por um período de até seis meses.
Somente após esse prazo, a prestação mensal é recalculada, e o mutuário se torna responsável por pagar o valor integral com recursos próprios, até conseguir um novo emprego formal.
A escolha pelo uso do FGTS Futuro é opcional e deve ser feita no momento da assinatura do contrato de financiamento. Uma vez que a opção é feita, ela é irrevogável para aquele contrato específico.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria