DEFESA DO CONSUMIDOR

Cade vai investigar recentes aumentos no preço dos combustíveis

Conselho Administrativo de Defesa Econômica vai apurar possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado

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A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a análise de recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal. 

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O pedido foi feito a partir de declarações públicas feitas por sindicatos que representam postos de combustível (Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro-MG e Sulpetro-RS) denunciando que as distribuidoras elevaram os preços de venda para os postos sob a justificativa de alta no preço internacional do petróleo associado ao conflito iniciado em 28 de fevereiro de 2026 no Oriente Médio.

No entanto, desde então, a Petrobras não anunciou qualquer aumento nos preços praticados em suas refinarias.


“Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes”, explicou, em nota, o Senacon.

Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), desde o início do conflito no Oriente Médio, com as dificuldades logísticas impostas pelo fechamento do estreito de Ormuz, os distribuidores têm se negado a vender para os donos de postos. 

De acordo com relatos de donos de postos de combustível, quando há a oferta do produto, os preços estão exorbitantes, inviabilizando a compra. O sindicato garante que na noite dessa terça-feira (10/3) já haviam relatos de postos secos, especialmente os de marca própria (chamados de Bandeira Branca).


O Minaspetro relatou ontem que a Vibra, distribuidora dos postos Petrobras, já estava restringindo o fornecimento de etanol, gasolina e diesel para a sua rede.

No entanto, de acordo com a Vibra, ao longo da semana a distribuidora enfrentou desafios logísticos na cadeia de fornecimento em Minas Gerais ocasionados por questões climáticas, que impactaram pontualmente o fluxo de abastecimento no mercado.

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“A situação já foi normalizada, e o atendimento à nossa rede vem sendo realizado 30% acima da média histórica. A companhia orienta que os revendedores busquem seus líderes de território para quaisquer dúvidas ou esclarecimentos”, respondeu, em nota, a Vibra.

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