MINERAÇÃO

Ministro firma acordo com Arábia Saudita para investimentos em mineração

Memorando prevê cooperação técnica, atração de capital estrangeiro e foco em minerais estratégicos para a transição energética

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, assinou nesta terça-feira (13/2), em Riad, capital da Arábia Saudita, um Memorando de Entendimento (MoU) entre Brasil e e o país árabe voltado à ampliação da cooperação bilateral no setor de recursos minerais. O acordo busca criar condições para a atração de investimentos estrangeiros no país, com atenção especial a Minas Gerais e ao Pará, principais polos da atividade mineral brasileira.

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O documento foi assinado por Silveira e pelo ministro da Indústria e Recursos Minerais da Arábia Saudita, Bandar Al-Khorayef, após avanços nas articulações da missão brasileira no Oriente Médio. O memorando estabelece bases para o intercâmbio de conhecimento técnico, o estímulo a investimentos e o desenvolvimento conjunto de tecnologias aplicadas à geologia e à mineração.

Em comunicado à imprensa, Silveira destacou que o Brasil ainda possui grande parte do seu subsolo sem mapeamento detalhado (cerca de 70%), mas já figura entre os países com maiores reservas de minerais estratégicos. O país concentra a segunda maior reserva mundial de terras raras e a sétima maior reserva de urânio, fatores que, segundo o governo, ampliam o interesse internacional por parcerias no setor mineral.

Durante o encontro, o ministro brasileiro convidou autoridades sauditas e representantes de empresas do Oriente Médio a visitarem o Brasil para conhecerem as potencialidades do setor. Silveira citou Minas Gerais e Pará como estados centrais para novos projetos e mencionou iniciativas em andamento para viabilizar empreendimentos de minério de ferro de alta redução e de cobre.

Silveira também ressaltou a diversidade mineral de Minas Gerais. Segundo ele, o acordo insere o estado em um conjunto de oportunidades voltadas à atração de investimentos e à ampliação da presença brasileira no mercado internacional de minerais.

Como mineiro, conheço bem as riquezas do meu estado em minerais tão valiosos para a transição energética, como o lítio no Vale do Jequitinhonha, as terras raras no Sul de Minas e o nióbio na região do Triângulo Mineiro. Portanto, com esse acordo estamos colocando Minas na rota das oportunidades e dos investimentos”, destacou. 

O ministro afirmou ainda que o governo federal trabalha para que os investimentos ocorram dentro de parâmetros legais e com exigências ambientais e sociais. A orientação, segundo ele, é evitar modelos de exploração sem retorno estrutural para as regiões produtoras, priorizando a agregação de valor no próprio país e impactos econômicos e sociais locais.

“Não é mais possível aceitar a exploração predatória sem legado social. Defender a agregação de valor nos países detentores de reserva e, portanto, produtores, é a forma justa de fazer a exploração. Esse caminho inclui a melhoria da qualidade de vida de sua população e assegura a sua  soberania”, reforçou o ministro brasileiro.

Entre os pontos previstos no memorando está a possibilidade de criação de uma Aliança de Investimento em Mineração Brasil–Arábia Saudita. A iniciativa pretende estimular a cooperação na exploração, no processamento e na agregação de valor de minerais estratégicos, além de articular mecanismos financeiros, fundos de investimento e o fortalecimento do comércio de insumos minerais.

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O acordo inclui ainda programas de treinamento para geólogos, engenheiros de minas e especialistas ambientais, com foco no uso eficiente dos recursos minerais e na mitigação de impactos ambientais. Também estão previstas parcerias em pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de cooperação em infraestrutura logística voltada ao suporte das atividades minerárias, especialmente em projetos ligados aos minerais da transição energética.

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