A professora, pesquisadora e ativista Fatine Conceição Oliveira, de 41 anos, morreu nesta sexta-feira (2/1). O velório e o sepultamento serão neste sábado (3/1), a partir das 13h30, no Cemitério da Consolação, em Belo Horizonte.
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Fatine era doutoranda e mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), além de ter sido professora de pós-graduação em Comunicação, Diversidade e Inclusão nas Organizações pelo Instituto de Educação Continuada (IEC) da PUC Minas.
Dentro e fora da academia, Fatine era ativista na luta pela igualdade racial e pelos direitos das pessoas com deficiência, duas bandeiras que carregava com orgulho e nas quais estava incluída.
Em 2021, a ativista teve sua pesquisa acadêmica transformada em exposição. “Corpos Sem Filtro: narrativas visuais de mulheres com deficiência”, exposta no Memorial Vale, teve como fio condutor as vivências de mulheres com deficiências. O trabalho também abordou questões de gênero, identidade e capacitismo.
Nas redes sociais, amigos e familiares de Fatine expressaram a dor pela perda tão precoce. O Grupo de Estudos em Lesbianidades (Gel) da UFMG, que teve grandes contribuições de Fatine, destacou a coragem da ativista, que soube atravessar suas dificuldades com “dignidade, sensibilidade e força”.
“Sua ausência deixa um vazio imenso, mas sua marca permanece viva em nossas conversas, textos, inquietações e na forma como aprendemos a construir conhecimento coletivamente. Seguiremos pensando com Fatine, a partir do que ela nos deixou”, publicou o grupo de estudos.
O velório de Fatine será realizado neste sábado, a partir das 13h30, na Capela 1 do Cemitério da Consolação (Rua José Gomes Domingues, 2000, Bairro Jaqueline, em Belo Horizonte). O sepultamento será às 15h30, no mesmo local.
