Um novo levantamento global da consultoria IWSR indica que a Geração Z consome bebidas alcoólicas em quantidade semelhante às gerações anteriores, contrariando a crença de que os jovens bebem menos.
De acordo com a pesquisa, 76% dos adultos de gerações mais velhas consomem álcool, um número próximo aos 74% registrados entre os jovens aptos a beber. Para a presidência da IWSR, o estudo desmonta a ideia de que a Geração Z é menos consumidora.
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No mercado brasileiro, Pedro Junqueira, sócio-fundador da Vanfall Destilaria, de Belo Horizonte, observa que os dados refletem uma transformação na relação dos jovens com as marcas, produtos e ocasiões de consumo. A empresa produz gin, vodka e drinks prontos em lata (RTDs).
“Não percebemos uma rejeição completa às bebidas. O que vemos, tratando com diferentes eventos e públicos, é uma geração mais seletiva e que escolhe melhor as ocasiões”, afirma Junqueira.
Jeitos diferentes de beber
A Geração Z, que inclui nascidos de 1997 a 2012, apresenta hábitos de consumo distintos. O levantamento aponta que 84% desses jovens consumiram coquetéis no último semestre. Ao mesmo tempo, 49% afirmam considerar as recomendações de entidades de saúde sobre o álcool.
O consumo em ocasiões sociais é mais acentuado nesse grupo. Na ocasião mais recente em que beberam, 18% disseram que estavam com cinco ou mais pessoas, o maior índice entre as gerações analisadas.
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Junqueira aponta que também cresceu a atenção a informações como os ingredientes e o teor alcoólico das bebidas, especialmente na categoria de drinks prontos. “Sozinhos eles podem não consumir, mas socialmente, fica provado de como o consumo é igual aos mais velhos”, diz.
Essa preocupação com a segurança ganhou força após os casos de intoxicação por metanol registrados no Brasil em 2025. “Já vínhamos percebendo consumidores mais atentos à origem dos produtos e às responsabilidades das empresas. Os casos do ano passado aumentaram esse alerta”, comenta Junqueira.
“A Geração Z não retirou as bebidas alcoólicas de sua rotina. Ela está construindo uma relação diferente com o consumo, mais ligada às ocasiões e à experiência. Para nós, do mercado, entender essas mudanças é mais importante do que apenas comparar quem bebe mais ou menos”, conclui o empresário.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
