André de Sant´Anna - Especial para o Estado de Minas
Toda banda tem sua história, mas poucas conseguiram transformar a história de uma cena inteira. O Sepultura foi uma delas. Depois de mais de 42 anos de serviços prestados ao metal brasileiro e mundial, a banda sai de cena e deixa os palcos com o último show da turnê de despedida "Celebrating Life Through Death" (Celebrando a Vida Através da Morte), no Suhai Music Hall, em São Paulo.
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Não é exagero dizer que é o encerramento de um capítulo fundamental da música brasileira. É natural que existam diferentes opiniões sobre formações, discos e fases. Principalmente numa história marcada por rupturas e mudanças, como a do Sepultura. Mas nenhuma discussão é capaz de diminuir a dimensão do que foi construído. A banda formou gerações de headbangers, rompeu barreiras, conquistou o mundo e colocou o Brasil definitivamente no mapa do metal internacional.
Seu legado não pertence a uma formação específica nem a uma só pessoa. É resultado da contribuição de músicos que passaram pelo grupo em diferentes momentos, ajudando a construir uma identidade que ultrapassou fronteiras e influenciou milhares de artistas.
Por isso, mais do que escolher lados ou revisitar antigas disputas, este é um momento de reconhecimento. Obrigado a Paulo Jr., Andreas Kisser, Derrick Green, Greyson Nekrutman, os nomes que chegam juntos a esse capítulo final, Eloy Casagrande, Jean Dolabella, Iggor Cavalera, Max Cavalera, Jairo Guedz e Wagner Lamounier.
O Sepultura encerra sua trajetória nos palcos, mas não deixa de existir na memória de quem, assim como eu, cresceu ouvindo seus discos, descobriu o metal através de suas músicas ou encontrou na banda uma referência. Mais que isso, o Sepultura nos deu uma identidade e muitos amigos. Irmãos do metal!
O legado permanece.
Obrigado, Sepultura do Brasil!
André de Sant´Anna é jornalista, editor do @vitrolanews
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