Exatas seis décadas após a estreia da tripulação original da nave Enterprise na televisão, o elenco principal da primeira versão de "Star Trek" conta agora com apenas dois integrantes vivos. O capitão interpretado por William Shatner e o timoneiro vivido por George Takei permanecem como os únicos remanescentes do grupo que inaugurou uma das franquias mais famosas da cultura pop mundial.

A perda dos pioneiros do universo espacial ocorreu de maneira gradual ao longo dos anos. A despedida mais recente foi a de Walter Koenig, eterno intérprete do oficial de navegação Pavel Chekov, falecido aos 90 anos. Quatro anos antes, em 2022, o público se despediu de Nichelle Nichols, que marcou a história da TV no papel pioneiro da tenente Nyota Uhura.

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O trio central de protagonistas também sofreu baixas marcantes para a legião de fãs. Leonard Nimoy, consagrado mundialmente como o Spock, morreu em 2015. Anteriormente, James Doohan, o engenheiro-chefe Montgomery Scott, conhecido como Scotty, faleceu em 2005. O primeiro a partir entre os membros de destaque da ponte de comando foi DeForest Kelley, intérprete do icônico médico Leonard McCoy, que nos deixou em 1999.

Origem e proposta inovadora nas telas

A produção, batizada no Brasil como "Jornada nas Estrelas", começou a ser desenhada pelo produtor Gene Roddenberry ainda nos primeiros anos da década de 1960. Na época em que tentava vender o projeto para as emissoras norte-americanas, o criador apresentava o roteiro como uma espécie de faroeste espacial, apelidado por ele de "Carruagem para as estrelas".

A verdadeira base criativa de Roddenberry, no entanto, vinha da literatura clássica. O autor se inspirou no livro "As Viagens de Gulliver", de Jonathan Swift, com o objetivo de construir narrativas em duas camadas simultâneas: uma focada em ação com suspense e aventura e outra voltada para transmitir lições éticas e questionamentos morais aos telespectadores.

Quando a série estreou oficialmente em 1966, a proposta futurista apresentou a Frota Estelar e a Federação Unida dos Planetas como instituições pacíficas e cooperativas. Os episódios utilizavam viagens cósmicas para debater conflitos humanos urgentes do período, como tensões diplomáticas da Guerra Fria, preconceito racial, regimes autoritários, direitos civis e igualdade de gênero.

Expansão e dimensão da franquia

O universo concebido na década de 1960 cresceu muito além da série pioneira e se consolidou no mercado global do entretenimento. Ao longo do tempo, a marca gerou romances, quadrinhos, jogos eletrônicos, convenções mundiais e colecionáveis que atravessam gerações.

O catálogo audiovisual da saga reúne atualmente 14 longas-metragens lançados nos cinemas e 12 produções seriadas para a televisão e plataformas de streaming.

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*Estagiária sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria


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