O surfista Pedro Scooby tornou-se réu em uma ação judicial perante o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), movida por uma trabalhadora rural que atuou por sete meses em uma fazenda da família em Vassouras, no interior fluminense. O processo decorre de cobranças atribuídas a seu falecido pai, Alexandre Cosme Vianna, morto em abril de 2024. Com o falecimento, Pedro Scooby e outros três herdeiros foram incluídos no polo passivo da ação na condição de sucessores do espólio, sem que haja acusação de participação direta do atleta nas fraudes alegadas.

A autora relata ter descoberto que seus dados foram utilizados para abrir cinco empresas fraudulentas em seu nome, acumulando dívidas e execuções que já ultrapassam R$ 1 milhão. A trabalhadora tomou conhecimento da situação após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) e tentar solicitar o auxílio por incapacidade temporária junto ao INSS, momento em que constatou bloqueios judiciais e restrições ativas em seu CPF.

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Com o auxílio da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, foram identificados múltiplos processos de cobrança, execuções fiscais e protestos em cartórios vinculados ao nome da profissional. A petição sustenta que seus documentos pessoais foram solicitados sob o pretexto de formalizar o contrato de trabalho na propriedade rural, mas acabaram direcionados para a abertura de pessoas jurídicas de fachada e assunção de débitos comerciais que nunca foram quitados.

Prejuízos financeiros e pedidos na Justiça

Diante do endividamento milionário atribuído indevidamente a seu nome, a trabalhadora rural sofreu restrições cadastrais severas, impedimento de acesso a benefícios previdenciários e bloqueio de serviços bancários. A ação requer a anulação dos vínculos com as cinco empresas, o cancelamento de todos os débitos fiscais e cíveis decorrentes das fraudes e o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil, a ser arcada pelo espólio.

Defesa busca desvincular atleta do caso

A equipe jurídica de Pedro Scooby atua no processo para demonstrar a ausência de qualquer envolvimento do atleta nos atos praticados pelo pai. O surfista mantinha um relacionamento distante e marcado por desavenças com Alexandre Cosme Vianna, não tendo participação na administração financeira de suas propriedades rurais ou de seus negócios.

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Os advogados reforçam nos autos que o surfista figura na ação exclusivamente devido às regras de sucessão patrimonial após a morte do pai, não havendo indícios de que tenha participado da contratação da trabalhadora, da abertura das empresas ou da movimentação das dívidas. A defesa busca a exclusão de Pedro Scooby da ação, enquanto o processo segue em tramitação regular na Justiça do Rio de Janeiro.

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