INDEPENDÊNCIA?

Faculdade, emprego e casa própria ainda definem a vida adulta? A cantora Alaska questiona esse roteiro e coloca as expectativas dos jovens no centro da conversa

A cantora reflete sobre a vida adulta: o ideal de morar sozinho se tornou obsoleto e a solução para os jovens pode estar na vida em comunidade

Publicidade
Carregando...

Ícone da modernidade espanhola há mais de quatro décadas, Olvido Gara, de 63 anos, mais conhecida como Alaska, continua a ser uma figura autêntica no cenário cultural. Há seis anos, em entrevista ao jornal 'Noticias de Álava', a artista mexicana abordou o debate sobre acesso à moradia e independência juvenil.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Com base em sua própria experiência de ter saído de casa aos 18 anos, Alaska analisa as diferenças entre as gerações no que diz respeito a deixar o lar familiar. Ela questiona antigos ideais de estabilidade financeira e defende o valor de construir uma vida própria sem amarras.

Leia Mais

O mito da emancipação

Ao analisar as aspirações das novas gerações, Alaska aponta como os esquemas tradicionais que guiavam a transição para a vida adulta se transformaram. Para a cantora de "A quem le importa?", o modelo de vida linear tornou-se obsoleto.

"Agora ninguém pensa: 'Termino minha graduação, encontro um emprego, compro um apartamento e vou morar sozinha'. Acho que ninguém concebe a vida dessa forma", afirma a cantora.

Apesar disso, a artista rejeita a ideia de que a juventude atual enfrenta um cenário completamente novo. "Não acho que isso seja totalmente verdade. Há pessoas que saem de casa cedo e outras que não", explica, lembrando como era a emancipação em sua época.

Segundo Olvido, no passado também havia jovens que saíam de casa aos 18 anos, enquanto outros permaneciam para estudar e se tornavam independentes mais tarde. Para ela, "mais ou menos as coisas permanecem as mesmas" e a decisão de sair de casa "depende das expectativas que você tem da vida".

Independência não é ter um imóvel

Alaska estabelece uma distinção clara entre o ato de se tornar independente e o objetivo de adquirir uma propriedade. Para a apresentadora, o verdadeiro obstáculo reside no desejo de possuir algo, não na capacidade de começar uma vida autônoma.

"Acho que é mais fácil se tornar independente do que comprar um apartamento", destaca. Ela mesma confessou à emissora 'RTVE' que, apesar de ter saído de casa jovem, só conseguiu comprar uma casa aos 40 anos.

Como alternativa aos altos custos, Alaska propõe arranjos de vida comunitária, que ela vivenciou no início da carreira. "Acho que a ideia de seis amigos morando em um apartamento, que é o que eu conheço, ainda pode ser feita", argumenta.

A artista também minimiza a falta de segurança econômica para os jovens de hoje. "Mais estabilidade é impossível, mas também não havia antes. Quando me tornei independente, era preciso ganhar a vida."

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima

Tópicos relacionados:

celebridade cultura famosos

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay