Pela primeira vez, um curta documental produzido pelo Vaticano entrou na disputa pelo Oscar. "Green Lava", com 39 minutos de duração, foi submetido à Academia de Hollywood na categoria de documentário de curta-metragem.

A produção acompanha o italiano Giacomo Mattivi, que vive com distrofia muscular de Duchenne. O filme mostra o personagem lidando com a morte de seu irmão, Mattia, que tinha a mesma doença, e buscando apoio na comunidade e na natureza das montanhas Dolomitas.

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Para se qualificar, o documentário foi exibido em Los Angeles entre 18 e 24 de setembro, no Lumiere Music Hall, em Beverly Hills. Após a temporada comercial, a equipe formalizou a candidatura.

A inscrição é inédita por ser a primeira de uma produção do Vaticano a concorrer ao Oscar. Contudo, ao contrário da categoria de filme internacional, curtas-metragens não necessitam de endosso oficial de um governo ou comitê nacional.

Quem está por trás do projeto

O documentário é dirigido por Lia Beltrami e Ali Aksu. A produção é da Emotions to Generate Change, empresa de Beltrami, em colaboração com Vatican News, Radio Vaticana e Vatican Media.

Paolo Ruffini, chefe do Dicastério para a Comunicação do Vaticano, afirmou em comunicado que a história de Giacomo merece ser conhecida por todos e descreveu o filme como "uma celebração da vida e da amizade".

A diretora Lia Beltrami revelou que mora na mesma vila que a família retratada. "As pessoas que vivem nas Dolomitas são muito especiais, que cuidam de suas famílias e de suas comunidades", disse em nota.

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Ela também expressou o desejo de que o público se inspire na rede de apoio ao protagonista. "É bonito ver no mundo de hoje que a comunidade se uniu em torno de Giacomo; eles o tratam com gentileza e inclusão. Espero que o mundo veja este filme e se inspire a ser como as pessoas das montanhas."

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