Rock in Rio: vocalista do Bring Me the Horizon celebra CPF e Pix
Grupo foi uma das atrações do dia do heavy metal do festival. Apresentação teve clima catártico sob berros do cantor
compartilhe
SIGA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Logo na segunda música do show do Bring Me the Horizon no Rock in Rio, banda e público mostraram a que vieram. "Eu preciso mosh pit muito grande!", berrou o vocalista Oliver Sykes, falando meio em inglês, meio em português, mas totalmente atendido pelos fãs.
É muito doido pensar no tamanho que Can You Feel My Heart ganhou fora da própria bolha do Bring Me The Horizon.
Agora olha isso no Rock in Rio.#RockinRio26
pic.twitter.com/EwLGx03phm
— Moodgate ?? (@Moodgate_) September 6, 2026
A banda britânica fez um show consagrador no palco Mundo do megafestival carioca na noite desse sábado (5/9). O grupo foi atração no dia do heavy metal, que teve também o Sepultura e tem como nome principal o Avenged Sevenfold.
Depois de algumas poucas músicas, entre elas "Darkside" e "The House of Wolves", o Parque Olímpico, onde acontece o Rock in Rio, já tinha diversas rodas punk abertas e pelo menos três pontos com sinalizadores acesos. Em "Happy Song", Sykes virou de costas e pediu para ver uma grande roda quando se virasse de volta.
Leia Mais
Dito e feito. Os fãs abriram as maiores rodas de pogo do festival até o segundo dia, algo que se repetiu e intensificou ao longo do show, conforme os pedidos de Sykes por bate-cabeças maiores. Rodas se abriram até na parte de trás da plateia, a centenas de metros do palco.
Show do Bring Me The Horizon tão insano que tá rolando TODO TIPO de mosh ????????????????#RockinRio2026 pic.twitter.com/wHr5lX02VI
— E eu que era Emo? (@eeuquesouemo) September 6, 2026
"Vocês sabem fazer mosh pits, mas vocês podem pular?", ele disse antes de puxar "Teardrops", quando foi novamente atendido pelo público, numa sinergia que durou toda a apresentação.
Não é exagero dizer que o Bring Me the Horizon é tão grande no Brasil quanto em qualquer lugar do mundo. Sykes é casado com uma brasileira, mãe de seus filhos, e mantém residência em Taubaté, no interior de São Paulo. O maior show do grupo aconteceu na capital paulista, no estádio Nubank Parque, em 2024.
No Rock in Rio, a banda levou o conceito do disco "Post Human: Next Gen", com um telão que mostrou os integrantes quase como figuras robóticas, com imagens pixeladas, como se estivessem sendo escaneados por um computador.
O Bring Me the Horizon partiu de um metal extremo, o deathcore, no início da carreira para uma sonoridade mais multifacetada e alternativa, que inclui também refrões pop melódicos e batidas eletrônicas -caso do drum and bass de "Kingslayer". Em todos os casos, os guturais intensos de Sykes dão o peso macabro que é a marca estética da banda.
As letras tratam de temas depressivos, sofrimentos pessoais, morte e maneiras catárticas de lidar com tudo isso. O próprio show do grupo no Rock in Rio, eufórico, teve esse aspecto de expurgar demônios internos coletivamente, conforme o público berrava as músicas com Sykes.
Em um momento de respiro, o vocalista saiu falando em português com o público em busca de alguém para cantar com ele. O fã, chamado JP, dividiu os vocais de "Pray for Plagues" com Sykes, sem deixar a desejar nos guturais, e distribuiu palavrões ao pedir para a plateia abrir rodas de bate-cabeça. O telão exibiu comentários como "bom", "perfeito" e "errado" para o desempenho de JP.
Na reta final, Sykes desceu até o público, pegou uma bandeira do Brasil e fez juras de amor ao país e seu povo. "Eu tenho Pix e CPF! Brasil, meu país, te adoro!", ele gritou, antes de dizer que a banda era de Sheffield, na Inglaterra.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
O repertório teve ainda "Dehumanized", "Kool-Aid", "Shadow Moses", "Can You Feel My Heart", "Doomed", "Drowned", "Throne" entre outras. Chegou ao fim sob fina chuva, que havia castigado o Parque Olímpico no começo da tarde e dado uma trégua no show do Bring Me the Horizon.