Morreu nesta quarta-feira (12/8) a poeta Maria do Carmo Ferreira, a Carminha, aos 88 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelas redes sociais da editora Martelo e por Silvana Guimarães, responsável pela organização da coletânea "Poesia reunida [1966-2009]", ao lado de Fabrício Marques. A causa da morte não foi divulgada.
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Natural de Cataguases, ela nasceu em 1938. Maria do Carmo Ferreira foi finalista do Prêmio Jabuti e vencedora do Prêmio da Academia Mineira de Letras, em 2025, por unanimidade. Foi por meio da publicação da coletânea que seus poemas foram editados em livro pela primeira vez. Desde a década de 60, ela publicava seus trabalhos em revistas literárias e no “Suplemento Literário de Minas Gerais”.
Aos 14 anos, mudou-se de Cataguases para Belo Horizonte e já escrevia poesias. Formou-se em literatura pela UFMG e fez mestrado em Literatura Comparada na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. Maria do Carmo foi professora e trabalhou por 30 anos na Rádio MEC, no Rio de Janeiro.
Em três volumes, a coletânea de sua obra publicada em 2025 reúne 213 poemas, alguns deles inéditos, como "Cave Carmen", "Coram populo" e "Quantum satis.
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“Meu pai viu morte morrida./ Minha mãe, viva, se mata./ Eu vago ao sabor da vida./ Vida (noves fora) nada.”
