Panda: de ‘sem R$ 20 para carne’ a ídolo do sertanejo em Barretos
Cantor estreia no maior rodeio do mundo e se emociona ao lembrar das dificuldades: 'Dormimos no chão; hoje posso escolher a cama que quiser'
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Com 16 anos de carreira, o cantor Panda viu sua trajetória mudar a partir de dezembro de 2024 com o single "Baqueado". A música trouxe projeção nacional e o colocou entre os artistas mais ouvidos, culminando em sua estreia no Palco Estádio da Festa de Peão de Barretos nesta quinta-feira (20).
"Foi incrível! Maior rodeio do mundo, estar aqui não tem explicação, e minha família está aqui. É um marco na minha carreira, na minha vida pessoal. Estou feliz de verdade", disse o artista após a apresentação.
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Apesar do sucesso, Panda celebra as conquistas sem ostentação. Ele recorda as dificuldades, quando morava com a família em um apartamento pequeno onde luz, água, internet e gás eram cortados todo mês. Hoje, sua motivação é dar qualidade de vida aos seus.
"Proporcionar qualidade de vida para minha família é o que me faz aguentar de dois a três shows por dia, andar seis mil quilômetros. Preciso de uma calça jeans, uma bota e uma camiseta. Para mim, é assim. Não quero nada", afirmou.
Com a primeira grande quantia que recebeu, sua prioridade foi comprar uma casa para a esposa, Shirlen Wikina. Atualmente, com uma média de 30 a 32 shows por mês, ele passa apenas três ou quatro dias em casa.
Casado com Shirlen e pai de Anthony, de 3 anos, e Luís Fernando, de 16, o cantor relembrou o apoio da mulher. Ela desistiu dos próprios sonhos para apostar na carreira do marido, que se mudou para Goiânia em busca de uma oportunidade no sertanejo.
"Eu pensava todo dia em desistir. Foram um, dois, três, quatro anos pensando em desistir todos os dias. Com uma esposa certa do lado, não desisti", contou o cantor.
O artista, responsável por abrir os shows do Palco Estádio na Festa do Peão de Barretos 2026, refletiu sobre o passado. "Dormimos no chão em Goiânia e, graças a Deus, hoje posso escolher a cama que quiser no meu quarto. Dar conforto para minha família."
Ele também compartilhou uma memória marcante. "Meu filho folheou uma revista e apareceu uma carne de um restaurante que ele queria ir, mas eu não tinha R$ 20 para comprar uma carne no açougue. Quando o pai vencer, eu disse, vai ter uma geladeira que nunca vai faltar picanha. Não é pela picanha, mas pelo prazer de proporcionar isso para a família."
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.