A artista plástica Arlinda Corrêa Lima (1927-1980) é homenageada em “Permanências: revisitar passados para construir futuros”. A exposição faz parte do projeto “Chama”, da Escola de Artes Visuais do Cefart, e integra as comemorações dos 55 anos do Palácio das Artes.

Em cartaz até 26 de julho na Galeria Pedro Moraleida, a mostra reúne 19 obras (18 de estudantes e uma da própria Arlinda), além de 16 popcards.

Encerrada a exposição, os trabalhos poderão ser conferidos no site da Fundação Clóvis Salgado.

“Sempre homenageamos artistas do nosso acervo, desta vez escolhemos aquela que dá nome a uma de nossas galerias. Arlinda trabalhava com várias linguagens e nos baseamos muito nisso”, explica Giovane Diniz, professor da Escola de Artes Visuais do Centro de Formação Artística e Tecnológica da Fundação Clóvis Salgado.

Estudantes do curso básico de curadoria do Cefart foram os curadores da exposição. A seleção de obras se deu por meio de edital interno, do qual todos os alunos da Escola de Artes Visuais puderam participar. Eles enviaram 25 trabalhos.

A exposição se divide em dois núcleos: “Cartografias e lembranças” e “Sobre raízes e memórias”, cada um com nove trabalhos.

“Cartografias e lembranças” destaca mapeamentos de ideias e sentimentos, aquilo em que cada artista se inspirou para criar. Já “Sobre raízes e memórias” se volta para origens de família, recordações pessoais e coletivas.

De acordo com Giovane Diniz, um dos trabalhos remete à história do Palácio das Artes, trazendo o prédio da instituição. Cada núcleo conta com pequeno texto a respeito de cada obra exposta.

Aluna de Guignard

A homenageada Arlinda Corrêa Lima nasceu em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Aluna de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), era também ceramista, professora e psicopedagoga.

Arlinda estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Em Paris, especializou-se em psicopedagogia e psicopatologia da arte. Comandou a Escola Guignard e organizou mostras de trabalhos infantis em Hamburgo, na Alemanha; Praga, na República Tcheca; e Sèvres, na França. Arlinda Corrêa Lima também publicou artigos no Estado de Minas.

“PERMANÊNCIAS: REVISITAR PASSADOS PARA CONSTRUIR FUTUROS”

Trabalhos de alunos de artes visuais do Cefart. Até 26 de julho, na Pequena Galeria Pedro Moraleida do Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro). Abre de terça-feira a sábado, das 9h30 às 21h; e domingo das 17h às 21h. Entrada franca.

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* Estagiária sob supervisão da editora-assistente Ângela Faria

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