Ed Motta depõe nesta terça-feira (12/5) na 15ª DP (Gávea), na Zona Sul do Rio, investigado por injúria após um funcionário do restaurante Grado afirmar ter sido chamado de paraíba pelo cantor durante uma briga que terminou com o arremesso de uma cadeira.

O crime de injúria por preconceito, que enquadra casos de xenofobia, prevê pena de um a três anos de reclusão. Na semana passada, Ed Motta havia sido intimado a depor, mas alegou estar viajando e não compareceu. Nesta terça, chegou à delegacia antes das 11h.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, Motta afirmou ter levado duas garrafas de vinho para o restaurante Grado, que cobrou taxa de rolha, surpreendendo Motta. "Sentiu-se chateado e desprestigiado com o fato, tendo em vista que isso nunca ocorrera anteriormente"

Ed Motta afirmou estar "extremamente chateado" e que "arremessou a cadeira ao chão, sem a intenção de acertar qualquer pessoa." Ele ainda disse que "esbarrou em uma mesa onde havia dois casais e não notou que, por conta desse esbarrão, uma bolsa de uma das ocupantes da mesa caiu ao chão."

O cantor afirma ter deixado o estabelecimento antes que qualquer confusão se iniciasse. Motta reforçou que "não ofendeu" nenhum funcionário e "jamais utilizou palavras pejorativas", que "é neto de baiano e bisneto de cearense, possuindo amplo respeito pelos nordestinos" e que "é negro e gordo e repudia qualquer tipo de preconceito."

Cadeira arremessada e cliente agredido

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o cantor levantando da mesa e jogando uma cadeira durante a confusão, sem acertar ninguém.

Segundo os depoimentos reunidos pela polícia, o desentendimento começou entre pessoas da mesa do artista e funcionários do estabelecimento, depois se alastrou e envolveu clientes de uma mesa próxima.

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A investigação apura também uma possível agressão física contra um desses clientes um frequentador teria sido atingido por uma garrafada e um soco. Ele registrou ocorrência após receber atendimento hospitalar. Nesse segundo caso, Ed Motta é tratado como testemunha, não como investigado.

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