A 98ª edição do Oscar, que será realizada neste domingo (15/3), no Dolby Theatre, em Los Angeles (EUA), terá esquema de segurança reforçado. A medida foi adotada após a circulação de memorando do FBI mencionando a possibilidade de ataques com drones ligados a agentes iranianos – hipótese que autoridades federais e o governo da California dizem não representar ameaça concreta no momento.

O documento, revelado inicialmente pela ABC News, afirmava que o Irã teria a “aspiração” de realizar ataques surpresa com veículos aéreos não tripulados lançados a partir de embarcações próximas à costa dos EUA. Os possíveis alvos não foram especificados, mas estariam localizados na Califórnia e poderiam ser acionados em caso de ataques norte-americanos ao território iraniano.

A repercussão levou autoridades a se pronunciarem para conter o alarme. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que as informações mencionadas no memorando eram “não verificadas” e criticou o fato de esse detalhe não ter sido destacado em reportagens iniciais. “Não existe, e nunca existiu, nenhuma ameaça do Irã à nossa pátria”, declarou.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, também disse que não há ameaça iminente, embora o estado permaneça em coordenação com as agências de inteligência e preparado para eventuais emergências.

Mesmo assim, as autoridades optaram por ampliar o monitoramento. Nos bastidores do Oscar, a organização da cerimônia busca transmitir tranquilidade. A organização do evento informou que trabalha em cooperação constante com o Departamento de Polícia de los Angeles e com o FBI para garantir a segurança do público e convidados.

O produtor executivo da premiação, Raj Kapoor, afirmou à imprensa norte-americana, na última quarta-feira (11/3), que está otimista. “Sinto que, neste evento, contamos com uma das melhores equipes do setor em todos os aspectos. E isso inclui a nossa equipe de segurança”, destacou.

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(Com agências)

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