Dirigido por Kleber Mendonça Filho, “O Agente Secreto” marcou o retorno do Brasil à lista de vencedores do Globo de Ouro após 27 anos, desde o triunfo de â??Central do Brasilâ?.
- (crédito: Divulgação )
crédito: Divulgação
"O agente secreto" se consolidou como um dos principais assuntos nas redes sociais às vésperas do Oscar, cuja cerimônia será neste domingo (15/3), em Los Angeles. Relatório de social listening divulgado pela consultoria Quaest nessa sexta-feira (13/3) mostra que o longa de Kleber Mendonça Filho acumulou mais de 4 milhões de menções entre outubro de 2025 e março de 2026, superando produções internacionais no volume de engajamento online.
A maior repercussão ocorreu durante o Globo de Ouro, quando o longa gerou quase 400 mil menções em apenas uma noite.
De acordo com o levantamento – que monitorou as plataformas X (ex-Twitter), Instagram, TikTok e YouTube –, “O agente secreto” concentra 23% de todas as menções relacionadas ao Oscar no período analisado. Já “Pecadores", de Ryan Coogler (diretor de "Pantera negra" e "Creed") e principal aposta da crítica especializada para as principais categorias da premiação, aparece logo atrás, com 21% de menções.
Mais do que volume de comentários, chama atenção o tom das conversas. De acordo com a análise da Quaest, 61% das menções ao filme brasileiro são positivas, índice superior ao observado entre outros longas, que tiveram comentários neutros.
O estudo também cruzou dados de plataformas de avaliação de filmes, como IMDb e TMDb. Nesses ambientes, a produção brasileira aparece associada a longas de grande alcance internacional em termos de nota e popularidade, como "O senhor dos anéis: O retorno do rei" (2003) e "Batman – O cavaleiro das trevas" (2008).
Para além dos filmes que concorrem ao Oscar nas principais categorias deste ano, o relatório da Quaest analisou 532 discursos feitos no palco do da cerimônia entre 2003 e 2024. O levantamento aponta alguns padrões curiosos. A família é a referência mais citada nos agradecimentos (aparece em 74% das falas), seguida pela própria Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood (69%) e pelas equipes técnicas (67%).
Outro movimento identificado é o aumento da duração dos discursos. Enquanto nos anos 2000, a média era de 178 palavras por agradecimento, a partir de 2020, o número subiu para 342. O estudo também indica uma ampliação das referências internacionais, com menções frequentes a países como Nova Zelândia, México e Austrália.