Uma análise do The New York Times esfriou as expectativas de vitória de Wagner Moura no Oscar, apontando obstáculos na campanha do brasileiro pela estatueta inédita.

O jornal avalia que o cenário segue pouco favorável para Moura até a cerimônia. A análise, assinada pelo crítico Kyle Buchanan nessa quarta-feira (28/1), classifica a disputa como uma das mais fortes dos últimos anos, mas vê limitações para o brasileiro.

Há desvantagens claras na campanha de Wagner Moura, segundo o especialista. O texto destaca que, sem indicações a prêmios precursores importantes, o ator perde espaço de visibilidade na reta final.

"Ainda que continue seu impulso, o ator terá poucas oportunidades de demonstrá-lo até a cerimônia em março. Moura não foi indicado ao prêmio do sindicato dos atores nem ao Bafta, então não tem como fazer outro discurso até o fim da campanha", afirmou Buchanan, no The New York Times.

Timothée Chalamet lidera a corrida pelo desempenho em "Marty Supreme". O crítico destaca a entrega física do ator. "Se qualquer um desta lista pode ser considerado o favorito, é ele. Ele encerra o filme com um par de cenas extraordinárias que abalam o espectador e destacam suas maiores forças enquanto ator: comprometimento físico e vulnerabilidade emocional", escreve o crítico. 

O que Wagner Moura tem a seu favor

O brasileiro tem o "timing" e a idade a seu favor. O crítico do NYT nota que "O agente secreto" foi visto mais recentemente pelos votantes e que Moura, aos 49 anos, pode atrair eleitores que resistem a premiar jovens como Chalamet (30 anos).

A fama prévia de Moura ajuda, mas não garante a vitória. O jornal cita que ele é mais conhecido internacionalmente que Fernanda Torres. "Desde seu papel de destaque em 'Narcos', o ator de 49 anos trabalha em Hollywood há anos, tendo participado recentemente do filme 'Guerra civil' e da série policial 'Dope thief'", diz o texto.

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Outros veteranos ameaçam a chance de um ineditismo jovem. A Academia costuma preferir mais velhos, o que beneficia Leonardo DiCaprio em "Uma batalha após a outra". Já Michael B. Jordan, em "Pecadores", vive situação similar a Bradley Cooper: muitas indicações e nenhuma vitória. "Será que Jordan também terá que continuar provando seu valor?", questiona o crítico.

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