“Doce”, quinto álbum da cantora Carolina Serdeira, chega às plataformas nesta terça-feira (27/1). Será também neste dia o show de lançamento, no Clube de Jazz do Café com Letras. Por ora, será o primeiro e único em Belo Horizonte – ela repete a dose em 30/1, no Madame Geváh, em Juiz de Fora.
Em fevereiro, Carolina se muda para Munique. Serão ao menos dois anos, pois ela vai acompanhar o marido, o contrabaixista Rafael de Sousa, que foi para um mestrado na Alemanha. Já começou a fazer contatos para as primeiras apresentações lá fora.
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“Para qualquer artista, um disco é o retrato de um momento. ‘Doce’ vem de uma fase, talvez a mais importante até agora para mim. Ele fala muito sobre mim e sobre a minha relação com a música brasileira, e, ao mesmo tempo, é muito ambicioso, pois marca o início da minha carreira internacional. Então, ele carrega esse desejo de ser o primeiro contato com este público”, afirma.
Com 11 faixas, “Doce” foi produzido por Rafael de Souza, que também gravou baixo e violão. Como ele se mudou para a Alemanha no fim de 2025, no show será substituído por Bruno Vellozo. Mas os demais músicos que estarão em cena – o pianista Christiano Caldas e o baterista Gladston Vieira – gravaram o disco com ela.
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REPERTÓRIO
Cantora que trafega na praia do samba-jazz, Carolina gravou releituras de nomes essenciais para o gênero. De Johnny Alf fez “Eu e a brisa”; de Rosa Passos, “Jura”; e de Roque Ferreira, “Doce”, a faixa-título.
Ela também trouxe nomes contemporâneos para o repertório, como “Toada”, de Dani e Débora Gurgel. A primeira é cantora, baixista e compositora, filha da segunda, pianista, flautista, arranjadora e compositora já estabelecida na música instrumental brasileira. Já o single “Tudo ou nada” foi composto, sob encomenda, por Clara Castro e Ciro Belutti.
Carolina destaca os metais do álbum, gravados por Maico Lopes (trompete), Rafael Rocha (trombone) e Marcelo Martins (saxofone). “Isso foi muito especial para a adolescente que resolveu cantar jazz brasileiro. O Rafael e o Marcelo são do naipe do Djavan; o Rafael é também do João Bosco, são ambos músicos que nunca imaginei que teria oportunidade de gravar.”
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Nascida em Juiz de Fora, onde viveu até os 17 anos e se mudar para BH, Carolina sabe o que quer desde muito jovem. Tinha três anos quando colocava a parentada para assisti-la cantando de cima da cama. “Tive um avô que me influenciou muito. Me chamo Carolina por causa da ‘Carolina’ do Chico Buarque. Cresci ouvindo Tom Jobim”, conta.
Mas a virada de chave realmente aconteceu quando viu, ainda adolescente, Leny Andrade (1943-2023) cantando samba-jazz. “Eu nem sabia o que era, mas vi que era o que queria.”
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“CAROLINA SERDEIRA”
Show de lançamento do álbum “Doce”. Nesta terça-feira (27/1), às 20h, no Clube de Jazz do Café com Letras, Rua Antônio de Albuquerque, 47, Savassi. Ingressos: R$ 40. À venda no Sympla.
