O efeito Netflix: como séries impulsionam moda, música e até causas
Do xadrez de ‘O Gambito da Rainha’ a causas sociais; entenda o fenômeno que transforma entretenimento em tendência de consumo
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Desde sempre a cultura pop dita o que vestimos, ouvimos e até mesmo as causas sociais que abraçamos. Na era do streaming isso não seria diferente, o chamado “efeito Netflix” já influenciou o ressurgimento do interesse pelo xadrez com “O gambito da rainha” e até campanhas de adoção de animais inspiradas em produções como ‘Stranger things’.
Esse impacto cultural transforma o entretenimento em tendências de consumo. O roteiro é quase sempre o mesmo, uma estética marcante aparece em uma série popular e, em poucas semanas, itens semelhantes se esgotam nas lojas e as buscas na internet disparam.
Da moda à música
No vestuário, por exemplo, a série “Bridgerton” impulsionou a estética conhecida como “regencycore”, que valoriza espartilhos, luvas e vestidos de corte império. Da mesma forma, os figurinos de “Peaky blinders” trouxeram de volta as boinas e a alfaiataria clássica para o guarda-roupa masculino.
A música também vive uma nova era graças às produções. Canções esquecidas pelo tempo podem voltar ao topo das paradas globais por causa de uma única cena. Foi o que aconteceu com “Running up that hill”, de Kate Bush, que alcançou grande visibilidade em diversos países décadas após seu lançamento ao ser incluída na trilha sonora de “Stranger things”.
Impacto além das telas
Iniciativas de impacto social também são beneficiadas pelo "efeito”. Campanhas de adoção de animais, por exemplo, já utilizaram a popularidade de séries como "Stranger things" para aumentar a visibilidade de abrigos, caracterizando cães como personagens e gerando engajamento nas redes sociais.
Essas ações criativas mostram que as histórias de ficção podem impulsionar engajamento no mundo real, e que uma boa história não apenas vende produtos, mas também pode mobilizar pessoas em torno de uma causa necessária.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria