Leo Horta protagoniza monólogo sobre superação escrito por Dostoiévski -  (crédito: Camila Campos/divulgação)

Leo Horta protagoniza monólogo sobre superação escrito por Dostoiévski

crédito: Camila Campos/divulgação

A Campanha de Popularização do Teatro e Dança apresenta peças que estrearam em 2023, mas ficaram em cartaz em curta temporada em BH. É o caso de “O sonho de um homem ridículo”, “Pagode na laje”, “Chapeuzinho Vermelho – Musical”, “O jeito mineiro de negoçá”, “O grande Vale dos Dinossauros”, “Pinóquio” e “Perdido mundo de Arthur”, que serão encenadas desta sexta-feira (5/1) a domingo (7/1).

 

Baseada no conto homônimo de Dostoiévski, “O sonho de um homem ridículo” talvez seja a montagem mais densa do primeiro fim de semana da campanha. Idealizado e apresentado por Leo Horta, sob direção de Alexandre Kavanji, o monólogo acompanha a decisão de um personagem em crise, chamado Homem Ridículo, de acabar com a própria vida.

 

 

Ele vaga por São Petersburgo até encontrar uma pequena garota desesperada, que lhe pede ajuda, pois a mãe está à beira da morte. Indiferente, o homem empurra a menina e vai embora.

 

Em casa, lembra-se de sua atitude insensível e se arrepende. “Não há dúvida nenhuma de que teria um tiro na cabeça nestsa noite, se não fosse por causa daquela pequenina”, diz o personagem.

 

Mergulhado em culpa, o Homem Ridículo adormece e sonha que tirou a própria vida. Porém, mesmo morto, permanece ciente de tudo o que ocorre ao seu redor.

 

No sonho, uma entidade o leva para um planeta distante, onde há vida humana e as pessoas são íntegras. Aos poucos, Homem Ridículo vai disseminando a mentira, a inveja e a ganância por lá. Por fim, corrompe aquela sociedade idílica.

 

Ao constatar o mal que promoveu, ele acorda perturbado. Procura pela menina e passa a dedicar a vida a “pregar a verdade”.

 

“Quando começamos a pensar na peça, ainda em 2019, uma das coisas que eu tinha como referência era o suicídio, tema muito delicado. Hoje, digo com a maior convicção que a peça não fala sobre o suicídio. Nunca falou”, garante o ator Leo Horta.

 

“Ela fala da superação. Superação através da crença, seja qual for, porque em momento nenhum Dostoiévski aborda a religião. Ele traz elementos universais, reflexo da realidade na qual vivia e que continuam atuais, mesmo depois de 200 anos”, afirma Horta.

 

PROGRAME-SE

 

“O SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO”
Nesta sexta (5/1) e amanhã, às 20h; domingo, às 19h. Teatro Feluma (Alameda Ezequiel Dias, 275, 7º andar, Centro)

 

“PAGODE NA LAJE”
Nesta sexta (5/1) e amanhã, às 21h; domingo (7/1), às 20h, no Teatro Estação BH (Av. Cristiano Machado, 11.833, Vila Cloris)

 

“CHAPEUZINHO VERMELHO – MUSICAL”
Amanhã (6/1) e domingo (7/1), às 16h, no Teatro Padre Machado (Av. do Contorno, 6.475, Savassi)

 

“O JEITO MINEIRO DE NEGOÇÁ”
Nesta sexta (5/1) e sábado (6/1), às 20h. Teatro Maçonaria (Av. Brasil, 478, Santa Efigênia)

 

“O GRANDE VALE DOS DINOSSAUROS”
Nesta sexta (5/1), às 16h; amanhã e domingo (7/1), às 14h e 16h. Funarte (Rua Januária, 68, Centro)

 

“PINÓQUIO”
Sábado e domingo (7/1), às 16h. Teatro Francisco Nunes (Parque Municipal, Av. Afonso Pena, 1.321, Centro)

 

“PERDIDO MUNDO DE ARTHUR”
Sábado e domingo (7/1), às 16h. Teatro Estação BH

 

49ª CAMPANHA DE POPULARIZAÇÃO DO TEATRO E DA DANÇA

 

Programação completa no site www.vaaoteatromg.com.br Ingresso: R$ 25, nos postos do Sinparc, que funcionam no Shopping Cidade (Rua Tupis, 337, Centro, piso GG), aberto de segunda a sábado, das 10h às 19h, e domingo, das 10h às 18h; e no Pátio Savassi (Av. do Contorno, 6.061, São Pedro, piso L3), de segunda a sábado, das 12h às 19h, e domingo, das 14h às 18h. Nas bilheterias dos teatros, os valores são diferentes.