Luiz Caldas e Saulo se apresentam hoje em Belo Horizonte
Musicos baianos fazem show nesta terça-feira (14/11) no Grande Teatro do Palácio das Artes
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Siga noLuiz Caldas e Saulo Fernandes, ex-vocalista da Banda Eva, são as atrações desta terça-feira (14/11), às 21h, do Grande Teatro Cemig Palácio das Artes. O set list apresenta vários sucessos dos músicos baianos, como ”Magia”, “É tão bom”, “Ajayô”, “Acordes verdes”, “Flor cigana”, Raiz de todo bem”, “Sol em festa”, “Anjo”, “Leve-me ao mar” e “Floresça”, entre outros.
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Mas a dupla também homenageará compositores brasileiros, como Alain Tavares e Gilson Babilônia (“Mimar você”), A cor do som (“Zanzibar”, Adriana Calcanhoto (“Esquadros”), Morais Moreira e Pepeu Gomes (“Lua dos amantes”) e Caetano Veloso (“Cara a cara”).
Sem revelar o nome, Luiz Caldas e Saulo prometem abrir o show com uma música mineira que pode ser de Milton Nascimento, Beto Guedesou mesmo Lô Borges. “Isso, porque o público só ficará sabendo na hora”, garante Caldas. “Esse show surgiu já há alguns anos, quando o cantor, músico e arranjador Ademar Andrade, da banda Furtacor, que tem uma história com a nossa música na Bahia teve um problema de saúde e, na época, Saulo me convidou para fazer uma apresentação junto com ele para ajudar o amigo”, conta Caldas.
“Então, nós dois fizemos esse show juntos e foi muito legal”, lembra o músico baiano. “No palco, são dois violões tocando o tempo todo, com a gente cantando, dividindo o repertório e fazendo uma viagem por várias canções brasileiras, porém com foco na música baiana. É um show bastante interessante, muito bonito e deu mais que certo. Nos lugares pelos quais temos passado, as pessoas têm saído bem felizes e, para nós, esse é o maior pagamento que podemos ter que é vê-las cantando conosco, canções que fazem parte do nosso universo que é a axé-music.”
Saulo explica que o repertório é móvel e traz 19 canções. “A gente tem como base as canções que fomos escolhendo aos poucos, não sei se foi por gosto, mas acredito que aleatoriamente. Mas músicas nossas que a gente mais gosta, misturando com as de outros compositores brasileiros. Na verdade, são canções do repertório do cancioneiro brasileiro, às quais a gente também gosta, além das nossas. Então, é um show no qual a gente fala e homenageia também alguns compositores brasileiros.”
O ex-vocalista da Banda Eva garante que o repertório traz música mineira também. “Por acaso tem alguns compositores mineiros, aliás, a gente sempre abre esse show com uma música mineira. Não é porque estamos em Belo Horizonte, é que a gente tem feito muito isso em nossas apresentações. Podemos abrir com uma do Milton Nascimento, mas pode ser também do Beto Guedes, quem sabe, ainda estamos pensando. Luiz até sugeriu a canção ‘Caçador de Mim’, de Milton Nascimento, vamos ver. É surpresa. Então, esse repertório, que tem uma base, acaba contando com outras músicas que vão entrando e saindo. Porém, essas canções serão sempre do cancioneiro brasileiro, com prioridade para a música baiana.”
Caldas explica que já existem dois DVDs desse trabalho rodando no YouTube. “Como as pessoas curtiram muito o primeiro, resolvemos fazer o segundo que traz a participação de Durval Lélis. Este viralizou de uma forma muito positiva, graças a Deus e tem seu áudio à disposição nas plataformas digitais”. Saulo adianta que lançará um álbum no começo de dezembro. ‘É o sétimo disco de minha carreira, que eles chamam de solo, mas que, na verdade, não tem nada disso, pois é um trabalho coletivo, com muita gente participando. Ele se chama ‘Acho que é axé’.”
“Isso, porque, naturalmente, é um disco de axé, um álbum com música da Bahia”, ressalta Saulo. “Confesso que estava com saudade, pois havia muito tempo que não escrevia de fato para isso, então foi uma delícia fazer essa revisitação. Aliás, nem sabia que ainda tinha a capacidade de escrever canções de axé, mas achei uma delícia compor. O processo está sendo maravilhoso e estou esperando ansioso, o lançamento desse disco. E com essa coisa desse nosso show, já fizemos duas canções autorais. Então, de repente, a gente vai compondo mais e cantando.”
Caldas acaba de lançar o álbum ‘Criar ação’, que já está rodando nas plataformas digitais. “Ele é todo autoral e traz 10 faixas. O disco teria a participação de Oswaldo Montenegro que iria cantar a faixa ‘Corredeira’, porém, por causa da pandemia e ele ainda teve complicações com a Covid 19, infelizmente, não pode participar. E quem gravou comigo foi o Bruno Gouveia, do Biquíni Cavadão que cantou a música que dá nome ao disco, ‘Criar ação’, cuja letra é dele. Adelmo Casé também participou desse trabalho, tocando gaita na canção ‘Clemência’.”
De Belo Horizonte, a dupla segue para Recife (PE) e, em seguida, Trancoso (BA). “A gente pretende também dar uma andada com esse show em 2024. Pretendemos, sim, rodar mais com ele no ano que vem. Vamos dedicar o ano todo a esse show e rodar pelo Brasil e o mundo todo. Confesso que é um sonho tocar e cantar no Palácio das Artes, nunca imaginei isso em minha vida. É também um sonho olhar para o lado e ver o Luiz Caldas junto a mim. Acho até que erraram a ordem, pois era para eu estar na plateia, vendo-o tocar e cantar, porém, para a minha sorte, me botaram no palco. Luiz foi e será sempre a minha referência”, ressalta Saulo.
Para Caldas é um prazer enorme estar no palco, trabalhando com o amigo Saulo. “A gente combina demais no carinho e no trato com a música e com a arte. Comungamos do mesmo amor e da mesma ideia e isso é muito legal. E as pessoas que participarem conosco, com certeza, terão uma experiência única, maravilhosa, Isso, porque o Palácio das Artes é um lugar de música e será muito bem tratado com a nossa”, garante o artista baiano.
“LUIZ CALDAS E SAULO”
Terça-feira (14/11), 21h, Palácio das Artes, Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro. R$ 230 (inteira - plateia I e II) e R$ 115 (meia – plateia I e II), R$ 190 (inteira – plateia III) e R$ 95 (meia – plateia III). Ingressos a venda no site da Eventim e na bilheteria do teatro. Informações: 3236-7400.