O Brasil ocupa o primeiro lugar no mundo entre os países cujos empreendedores mais tomam medidas para gerar impacto ambiental positivo. A conclusão é da edição 2024 da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), estudo de referência internacional sobre o comportamento empreendedor, realizado no país em parceria com o Sebrae e a Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (ANEGEPE).

Os números são expressivos: 90,2% dos empreendedores que estão nos primeiros estágios de seus negócios afirmam ter tomado providências no último ano para reduzir o impacto ambiental de suas atividades. Na categoria social, o índice chega a 83%, também suficiente para colocar o país na liderança do ranking global. Entre os empreendedores com negócios já consolidados, o Brasil aparece em terceiro lugar no pilar social e mantém o primeiro no ambiental.

O dado que mais chama atenção, no entanto, vai além das práticas adotadas: 86,2% dos empreendedores iniciais e 83,4% dos estabelecidos afirmam priorizar o impacto social ou ambiental acima da lucratividade ou do crescimento do negócio. Nesse quesito, o Brasil aparece em terceiro lugar mundial, à frente de economias desenvolvidas da Europa e da América do Norte.

O que os empreendedores estão fazendo na prática: no campo social, a medida mais citada pelos empreendedores em fase inicial é o combate ao trabalho infantil ou escravo, com 80,1% de adesão. Em seguida aparecem o apoio a projetos e organizações sociais (75,1%) e a priorização de fornecedores que respeitem direitos humanos e o meio ambiente (73,1%). Entre os negócios estabelecidos, o apoio a iniciativas sociais lidera, com 75,8%.

No eixo ambiental, a eficiência energética encabeça a lista: 86,5% dos empreendedores iniciais afirmam economizar energia, enquanto 82,1% cuidam dos resíduos sólidos gerados. O uso de materiais recicláveis e de máquinas mais eficientes também aparece com força, ambos acima de 72%. A redução de emissões de carbono e o uso de transportes alternativos, embora relevantes, ainda têm margem para crescimento, ficando entre 65% e 70%.

Sustentabilidade entra no planejamento estratégico: além das ações concretas, a pesquisa investigou como esses valores influenciam o planejamento dos negócios. Os resultados mostram que a sustentabilidade já não é tratada como pauta paralela: 91,8% dos empreendedores iniciais consideram aspectos sociais ao tomar decisões sobre o futuro de seus negócios, colocando o Brasil em segundo lugar mundial nesse critério. No pilar ambiental, o país ocupa a terceira posição global, com 91,1%.

A pesquisa foi estruturada a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com foco especial em dois deles: o ODS 8, que trata de trabalho digno e crescimento econômico, e o ODS 12, voltado à produção e ao consumo responsáveis.

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