Dizem que, no Brasil, tudo começa depois do Carnaval. Discordo. Todos os dias, recomeçamos, quando despertamos e temos oportunidades de refazer, do mesmo modo ou de formas diferentes, o nosso dia – cabe a cada um suas escolhas. Então, para serem bem-sucedidas, que estejam consoantes com o desejo.

 


Importante é que tenhamos chances e nunca as releguemos a segundo plano, um recomeço, de algo novo e revitalizador da alma e da mente. O estudo, por exemplo, é a mais fina flor das possibilidades. Assim como a literatura e a arte são vitais.


Por isso, aprecio a poesia de Haroldo de Campos. Ela abre portas a novas possibilidades, e diz: “Começo aqui e meço aqui esse começo e recomeço e meço e arremesso e aqui me meço quando se vive sob a espécie de viagem o que importa não é a viagem mas o começo...”.

 


As novas ideias e viagens nos refazem por nos conduzirem a rever conceitos, costumes, preconceitos que levamos conosco sem consciência de que são herdados e nem sempre repensados, e se assim desejamos de fato.


Por isso, hoje, convido o leitor a se inspirar e participar da pós-graduação Lato Sensu - IEC PUC Minas coordenada pelas psicanalistas doutora Ilka Ferrari e doutora Inês Seabra com o tema Psicanálise: Clínica e sexualidade na contemporaneidade. Online, com aulas ao vivo, e com duração de 10/4/2026 a 18/6/2027.


O tema é de grande relevância para os interessados em se atualizar sobre questões da subjetividade humana referentes à sexualidade contemporânea, no intuito de se aprofundarem sobre as novas formas de pensar e viver a sexualidade.

 


Organizado em módulos: O corpo erógeno, A questão do gênero, Processos segregatórios, A sexualidade nos modos de vida neuróticos, psicóticos e perversos, as novas parcerias amorosas e a sexualidade nas artes.


As infinitas possibilidades de gozo contemporâneas extrapolam limites do biológico. Vão além, por sermos corpos de desejo. Nem a ciência com as possibilidades de adequar o corpo ao desejo com intervenções cirúrgicas alcança total harmonia. Porque é próprio do desejo ser falta.


Aprendemos com Freud e Lacan que a sexualidade humana não é previsível, nem predeterminada. Diferentes dos animais, somos atravessados não pelo instinto que dita o que fazer e como agir, mas pelo desejo, fantasias e pulsões com variáveis objetivos e objetos. A singularidade deve ser respeitada.


Trabalhamos pelo respeito ao sujeito e ao desejo, o possível, não submetido à pulsão de morte. O preconceito, a homofobia jamais conseguirão reverter esse processo e afastar o homem da bissexualidade, que desde 1905 foi anunciada por Freud como parte da condição humana e nos obriga à escolha forçada conforme o desejo.

 


Por isso apresento ao leitor interessado um espaço possível para essa discussão. Psicanálise: Clínica e sexualidade na contemporaneidade, sob coordenação das doutoras Ilka Ferrari e Inês Seabra, com excelente corpo docente, oferecido a partir da constatação da importância da problemática da sexualidade e do desejo de uma discussão aprofundada em um espaço onde debates éticos e reflexões clínicas favoreçam o aprimoramento profissional, à luz da psicanálise.


Organizado em módulos, contempla casos clínicos e seminários sobre temas extraídos no campo da psicanálise em extensão e intenção, a exemplo do suicídio, da toxicomania, das novas configurações familiares, da vida sexuada atravessada pelo discurso da ciência.


Um convite a aprofundar e formalizar questões relativas ao tema da sexualidade, a articulação entre a teoria e a prática, em interlocução com outros campos do conhecimento de distintas áreas, implicados nos acontecimentos da civilização, permeada pelo mal-estar que atravessa a existência da vida sexuada.

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As inscrições para o curso estão abertas até 6 de março próximo. Até lá!

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