Minas Gerais fechou o primeiro trimestre deste ano na liderança entre os estados brasileiros na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), com o recebimento de R$ 876 milhões entre janeiro e março deste ano, o que corresponde a 44,24% do total de R$ 1,98 bilhão arrecadados no país no primeiro trimestre, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), divulgado este mês. Na arrecadação da Cfem, Minas foi seguida pelo Pará, com R$ 790 milhões, pela Bahia, com R$ 72 milhões, Goiás, com R$ 50 milhões e Mato Grosso, com R$ 41 milhões. Outros estados com atividade extrativa mineral arrecadaram R$ 152 milhões. Com relação aos investimentos, o levantamento do Ibram mostra que nas carteiras de projetos até 2030, Minas aparece com a maior previsão de investimento, com o setor devendo aportar US$ 19,675 bilhões, o equivalente a 25,6% do total de US$ 76,9 bilhões estimados pelo Ibram para o período de 2026 a 2030. Desse volume de recursos, o Pará deve receber US$ 14,66 bilhões (19,1%), a Bahia terá US$ 11,687 bilhões (15,2%) e o Ceará, com US$ 5,463 bilhões (7,1%). E a explicação para a posição mineira é o fato de o principal produto da indústria extrativa mineral brasileira ser o minério de ferro, que responde pelo pagamento de R$ 1,395 bilhão em Cfem no país nos três primeiros meses do ano. O produto é o principal da pauta minerária do estado. Também nos investimentos é o minério de ferro o carro-chefe do setor, com previsão de US$ 19,812 bilhões.
Sustentabilidade
Axia Energia, que nasceu em outubro do ano passado para substituir a Eletrobrás, está iniciando um investimento de R$ 2,8 milhões em um projeto de recuperação ambiental da microbacia dos córregos Vargem da Serra e São Bentinho, em Caetanópolis (MG), na região Central de Minas Gerais. Na quinta-feira, representantes da empresa se reuniram com a comunidade para apresentar o projeto, que prevê ações para reduzir erosões, conter o assoreamento e ampliar a cobertura vegetal. Em fase de planejamento e mobilização, o projeto terá as atividades de campo iniciadas em junho e a metá é restaurar cerca de 28 hectares. “A recuperação da microbacia do córrego São Bentinho é uma iniciativa que traduz nosso compromisso com a gestão responsável dos recursos naturais. São soluções técnicas que reduzem impactos ambientais, fortalecem a segurança hídrica e geram benefícios concretos para a comunidade”, afirma o diretor de Engenharia e Implantação de Fundos Regionais da Axia Energia, Domingos Andreatta.
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Conectando
A Brasil TecPar, que opera com marcas regionais como Blink, JustWeb, Nova, Avato, Sempre e OnNet, investiu R$ 14,5 milhões em Minas Gerais para expandir sua atuação no estado, onde já conta com mais de 550 mil acessos em mais de 100 cidades. Ao todo, a empresa tem 2,2 mil colaboradores atuando no estado. “Minas Gerais é um território estratégico para a Brasil TecPar, tanto pela sua relevância econômica quanto pela diversidade regional. Nosso objetivo é expandir a infraestrutura de conectividade de forma integrada, respeitando as características locais e contribuindo para o desenvolvimento dos territórios onde atuamos”, afirma o CEO Gustavo Stock. Essa trajetória, segundo a empresa, reflete a estratégia de “estar entre as cinco maiores companhias de conectividade e tecnologia do Brasil até 2027, gerando impacto econômico e social real nos territórios em que atua”. A Brasil TecPar é um dos maiores grupos de telecomunicações do Brasil com mais de 1,3 milhão de assinantes, presente em 9 estados e no Distrito Federal, atendendo mais de 360 cidades.
Nos trilhos
A partir de um contrato renovado este mês com a bp e sua unidade de bioenergia no Brasil, a bp bioenergy, a VLI prevê o aumento no transporte de açúcar entre as nove usinas da empresa, localizadas em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, além de produtos de outras usinas parceiras, até o Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), em Santos (SP). A empresa não informa o volume de carga acertado no contrato, mas nas últimas cinco safras foram transportadas cerca de 6,4 milhões de toneladas de açúcar VHP, o que dá uma média de 1,28 milhão de toneladas por safra. “A renovação dessa parceria é um sinal claro da confiança na estratégia multimodal da VLI, que proporciona aos nossos clientes a melhor solução logística para cada necessidade, atrelada a uma logística de baixo carbono”, afirma a diretora-executiva Comercial, de Projetos e Planejamento Estratégico da VLI, Carolina Hernandez Tascon. O novo contrato prevê a manutenção e ampliação nas operações, que incluem a captação das cargas porta a porta, realizada inteiramente pela VLI, sendo a ponta rodoviária por meio do Trato – plataforma digital responsável pela operação rodoviária nas usinas operadas pela divisão “bp bioenergy” da bp até os terminais da VLI em Uberaba, no Triângulo, e Guará (SP). A empresa hoje é responsável por cerca de 20% das exportações do produto na Baixada Santista.
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Tecendo mudanças
Com a conclusão de um ciclo de investimentos superior a R$ 100 milhões nos últimos dois anos para atualização tecnológica e aumento da competitividade, a Cedro Textil está refigurando sua base industrial em Minas com a concentração sua produção nas duas fiações da empresa em Pirapora, para as quais serão transferidas a produção de sua fábrica de Caetanópolis. “Ampliaremos nossa diversidade de produção de fios tecnológicos de alta qualidade, com maior escala produtiva e grande flexibilidade para atender ao mercado, que hoje demanda produtos finais mais avançados e competitivos”, destaca Fábio Mascarenhas Alves, CEO da Cedro Textil. A reorganização ainda simplificará a logística industrial da empresa, ao eliminar deslocamentos superiores a 200 quilômetros entre as plantas de Caetanópolis e Pirapora, reduzindo custos e aumentando a eficiência operacional.
