Com a meta de implantar 200 subestações, entre novas e modernizadas, a Companhia Energética de Minas Gerais vai investir R$ 264 milhões na construção de cinco novas subestações na Região Central do estado, incluindo a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Segundo a Cemig, na RMBH serão executados reforços estruturais. “Novas subestações e reforços em linhas de alta tensão vão aumentar a confiabilidade do sistema elétrico e preparar a região para o crescimento econômico”, informa a Cemig.

Os investimentos fazem parte do Programa Mais Energia, lançado em 2021 com a previsão de instalar e renovar 200 subestações, com investimentos totais de R$ 5 bilhões até o fim do ano que vem. “Essas obras permitem ampliar a capacidade do sistema, aumentar a confiabilidade do fornecimento e preparar a rede para novas cargas, como indústrias, empreendimentos do agronegócio e a conexão de fontes renováveis. É um conjunto de investimentos que fortalece a infraestrutura elétrica e gera impactos positivos diretos para a população e para a economia regional”, afirma o gerente de Alta Tensão da Regional Centro da Cemig, Aguinaldo Lopes.

De acordo com ele, os investimentos programados para este ano vão beneficiar, além de BH, moradores de Felixlândia, Curvelo, São Gonçalo do Rio Preto, Rio Vermelho, Rio Acima, Nova Lima, Betim, Mário Campos e São Joaquim de Bicas, entre outros. Entre os principais projetos está a Subestação São Joaquim de Bicas 2, que terá capacidade instalada de 50 MVA e vai beneficiar cerca de 150 mil pessoas. Apenas nesta instalação, a Cemig destinou mais de R$ 57 milhões.

Nos ares

Com a estratégia de expandir suas operações regionalmente, a Gol Linhas Aéreas está aumentando seus voos entre São Paulo para Uberlândia de 6 para 13 semanais de ida e volta entre a capital paulista e a cidade-polo do Triângulo Mineiro. Já em maio, a companhia dará início à decolagem de voos inéditos entre Uberlândia e o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. “A expansão da oferta de voos e assentos entre Uberlândia e São Paulo/Congonhas é de 111,5%, comparando o mês de abril de 2026 com o mesmo mês de 2025. Serão dois voos diários de ida e volta, de segunda a domingo, contra uma frequência diária anterior (sem sábado). O atrativo maior fica com o retorno dos voos noturnos”, informa a Gol em nota. Com a expansão anunciada para Congonhas, Rio Galeão e Guarulhos, a participação de mercado da Gol em Uberlândia aumentará para 35% na quantidade de assentos oferecidos, representando “uma adição de cerca de 15 voos semanais ao final do período de implementação, em junho do ano que vem”.


Reciclando

Com uma estrutura que conecta o setor empresarial a uma vasta rede de operadores e cooperativas de reciclagem em solo mineiro, a Eureciclo, em parceria com o setor privado, registrou a marca de 50.148 toneladas de embalagens pós-consumo recicladas no estado em 2025. Desse volume, o destaque foi o papel com quase metade do total, ou 24.846 toneladas, seguido do plástico, com 15.642 toneladas, do vidro (5.913 toneladas) e do metal (1.762 toneladas). “O volume recorde reflete o compromisso das empresas que operam no estado com a economia circular. Através do modelo de créditos de reciclagem, o sistema garante que uma massa de resíduos equivalente ao peso das embalagens colocadas no mercado (como plástico, papel, vidro e metal) seja efetivamente retirada do meio ambiente e inserida na cadeia produtiva, transformando o que seria lixo em matéria-prima”, explica a Eureciclo, em nota. No total, 1.155 marcas parceiras da Eureciclo operam no estado.


Da dívida ao lucro

A Precato, fintech mineira que se consolidou no mercado ao transformar dívidas judiciais do governo em ativos de investimento, acaba de captar R$ 100 milhões em seu sexto Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), no primeiro passo de um plano para mobilizar R$ 500 milhões ao longo deste ano. Com o novo aporte, sob gestão da TAG Investimentos, a fintech mineira já soma quase R$ 1 bilhão captados via FIDCs desde 2020. Segundo as empresas, o foco principal são os precatórios federais, um mercado que, apenas na Lei Orçamentária de 2026, representa um passivo de R$ 69 bilhões devidos a mais de 270 mil credores. “Nosso trabalho é dar liquidez a esses valores e antecipar recursos com segurança”, afirma Bruno Guerra, executivo da Precato. Fundada em 2019, a fintech cresce a uma média de 50% ao ano e já intermediou mais de R$ 1,5 bilhão em operações.

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Com apetite

Com o mercado de delivery crescendo e devendo chegar a US$ 29,50 bilhões até 2030, segundo dados da Statista, o Grupo Rão está chegando a Belo Horizonte numa estratégia de expandir a atuação no Rio de Janeiro para todo o país. Com a nova operação, o grupo apresenta na capital mineira o Hub Rão 5x1, um modelo de franquia que reúne em um único espaço cinco das marcas da holding: Sushi Rão, Pizza do Rão, Najah Rão, China Rão e Rão Burger. O diferencial está na integração das operações, que permite compartilhar cozinhas, equipes e parte da estrutura produtiva. “O modelo de hub multimarcas é uma das principais estratégias de crescimento do Grupo Rão. Ele permite que o franqueado opere diferentes marcas em uma mesma estrutura, ganhando eficiência”, diz o diretor de Expansão do Grupo Rão. O investimento estimado é de R$ 500 mil e o faturamento previsto no primeiro ano é de R$ 3,6 milhões, com a geração de 40 empregos. A previsão do grupo é instalar 20 unidades no estado em três anos.

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