O presidente do Remo não economizou palavras para adjetivar Neymar, chamando-o de “vagabundo”. Tudo isso por causa do comportamento do jogador na saída do campo após a vitória do Santos sobre o time paraense, próximo ao vestiário, quando gritou “foda-se, eliminado”, provocando a ira dos adversários, que ameaçaram derrubar a grade para ir em sua direção.

“Este vagabundo do Neymar, que é idolatrado por um bando de crianças, fez as palhaçadas dele aqui e ainda veio provocar. A gente é culpado de idolatrar um bando de vagabundos como um cara desses”, disse Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, presidente do Remo.

Neymar é um caso perdido. Um ex-jogador em atividade, que continua desdenhando das pessoas e dos companheiros de profissão. Quando ele puxa o adversário para ver o número da camisa, como se estivesse dizendo “você é quem mesmo”, ele faz para humilhar, um comportamento infantil e desrespeitoso.

Na minha carreira como jornalista, e lá se vão 45 anos, nunca vi Zico, Pelé, Reinaldo, Dirceu Lopes ou Tostão xingar um torcedor ou um dirigente rival nem agredi-los. Já Neymar parece não ter respeito por ninguém. Faz o que quer, a hora que quer e não respeita nem mesmo o clube onde joga, pois com essas atitudes ele suja a imagem do Santos. Não adianta fazer um leilão numa noite, ajudar tantas crianças, o que é um ato nobre, e no dia seguinte humilhar pessoas, como ele fez.

Neymar já deu soco em torcedor quando estava no PSG, fez festa durante a pandemia, se envolveu em confusão com garota de programa, mandou Dorival Júnior “tomar caju” e por aí vai. É realmente um caso perdido.

E ainda tem um monte de baba-ovos que mendiga ir ao leilão para entrevistá-lo e puxar seu saco, implorando até para ele não abandonar a Seleção. O jornalismo acabou mesmo com esse bando de maus profissionais.

Neymar parece uma criança mimada. Não percebeu que poderia ter causado uma tragédia, tamanha a ira de quem estava atrás do gradil, prontos para partir para vias de fato.

E no campo de jogo, perdeu um gol incrível, cara a cara com o goleiro, ao encobri-lo e jogar a bola para fora. Mas, foi dele o passe para o gol da classificação e é nisso que os baba-ovos se agarram para justificar qualquer atitude dele.

Talvez Neymar nunca tenha ouvido um não dos pais e dos “parças” e isso, com certeza, o fez se sentir acima do bem e do mal. E nós, quando criticamos Neymar, somos chamados de “invejosos” porque não temos a fortuna dele. Não troco minha educação, meu berço e os “nãos” que ouvi dos meus pais e amigos por dinheiro nenhum que ele possa ter. Berço e caráter não se compra com fortuna nenhuma do mundo.

Meus exemplos são Zico, Zidane, Dirceu Lopes, Rivelino, Gérson, Cristiano Ronaldo, Halland, gênios da bola que honraram e honram o futebol e sempre deram aquilo que tinham de melhor ao público: educação e gentileza. Nunca vi Zico, por exemplo, mandar um torcedor rival calar a boca, na hora de um gol seu. Também não o vi batendo boca com dirigentes rivais, nem envolvido em polêmicas com prostitutas. Zico tem berço dado por seus pais, Seu Antunes e Dona Matilde. É ídolo mundial e um exemplo a ser seguido.

Enfim, enquanto esse homem, que os baba-ovos insistem em chamar de “menino Ney”, estiver jogando por essas bandas, mais polêmicas virão. Ele não tem comportamento de um homem de 34 anos, nem tampouco discernimento para entender que o seu direito termina onde o do outro começa. É um caso perdido, como de tantos outros jogadores, que estão no ostracismo. Bilionário ele já é, mas o berço e a educação, estão longe desse cidadão.

Uma pena que haja uma geração de jovens que têm nele o exemplo de vida. Pobre geração que tem nele um ídolo. Neymar não é exemplo de absolutamente nada, exceto para seus asseclas.

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