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Um simples sorteio gerou intriga e desconfiança em quase 100% dos torcedores brasileiros. A CBF sorteou na terça-feira os confrontos das quartas de final da Copa do Brasil, e, para a surpresa geral, tivemos três clássicos estaduais: Cruzeiro x Atlético, Grêmio x Inter e Palmeiras x Santos, e um clássico nacional entre Vasco e Vitória. Tem até um vídeo rolando no Instagram que mostra uma bola sempre parada entre as demais e a menina pega justamente ela. Não serei aqui leviano em dizer que houve “marmelada”, mas que o torcedor tem todo o direito de desconfiar, ah, isso tem! A CBF é uma instituição coberta por escândalos, segundo denúncias do UOL, comandada por Gilmar Mendes e seu filho Francisco Mendes, com vários tentáculos políticos lá dentro. Até mesmo o atual presidente, a quem ninguém atribuía qualquer escândalo, foi pego com a boca na botija, segundo denúncias do site Léo Dias, “pagando contas de amante e irmã, com dinheiro da entidade”. Ele nega.
Enfim, vivemos o pior momento do nosso futebol, dentro e fora de campo, com nível técnico abaixo de qualquer crítica, arbitragem na lama, com erros crassos e diretoria da CBF perdida. Uma Seleção Brasileira que não orgulha mais ninguém, comandada por um técnico italiano, que fez o pior trabalho na história do escrete canarinho. Não temos mais craques e apenas alguns bons jogadores. Salva-se, na minha visão, Vini Júnior, que foi o melhor do mundo e que pode estar no nível dos grandes jogadores do futebol mundial. No mais, fomos um bando na Copa, sem corpo, sem alma, sem absolutamente nada. Um time perdido, com esquema tático de retranca italiana, que foi engolido pela inexpressiva Noruega. Não adianta o atual presidente fazer seminário, chamar os clubes e determinar novas regras para esse futebol falido e desacreditado.
Quando o torcedor não confia sequer num sorteio, exibido ao vivo pela TV, é porque realmente a coisa está feia. Dizem os matemáticos que a chance de acontecer o que aconteceu é de 1 em 105 combinações possíveis, ou seja, o que ocorreu com aquelas bolinhas foi realmente algo inexplicável. Os torcedores dizem que “patrocinadores determinaram”. Não posso crer nisso. Assim como disseram também que os mesmos patrocinadores da CBF exigiram a convocação de Neymar. Nisso eu posso acreditar, pois o futebol romântico não existe mais. Hoje é tudo business e, quando se fala em dinheiro, regras de conduta são quebradas. Ando descrente do nosso futebol e não adianta a CBF enviar observadores para os jogos fora do eixo Rio-SP, pois na hora do Mundial Ancelotti leva os “europeus” ou no máximo alguns jogadores de Rio e SP. Garanto que para os amistosos caça-níqueis e inexpressivos na Austrália e na Índia, ele vai chamar Matheus Pereira, Pedro, Kaio Jorge e kaidi. Agora é tarde, Ancelotti. Você não quis levar esses jogadores, em plena forma, para levar os seus preferidos aposentados. Por isso, a vergonha foi grande. Se eu fosse presidente do Cruzeiro ou Flamengo, não liberaria esses jogadores para os amistosos, se bem que Kaiki não está mais no time estrelado.
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Enfim, sou a favor do Ministério Público investigar a CBF de cabo a rabo, de uma intervenção e da mudança urgente do estatuto. As federações, que só existem no Brasil e não servem para nada, têm peso 3 na eleição para a presidência da entidade. Já os clubes, têm peso 2, e não apitam nada. Ou seja, para eleger um presidente da CBF, bastam os votos das 27 federações, somando 81, contra 60 dos clubes. Se não tivermos uma intervenção urgente na entidade, corremos o risco de acabar como futebol. Chacota já viramos há tempos, na lama já estamos enterrados também. Só falta alguém por a pá de cal para nos sepultar de vez. “Pobre milionário” futebol brasileiro, quem te viu e quem te vê!
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
