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Fui a favor da convocação de Neymar e confesso que na minha seleção ele é titular. Estou vendo algumas pessoas dizendo que foi “sacanagem” Ancelotti não ter levado João Pedro. Com todo o respeito, João Pedro é quem mesmo? Que história ele tem para contar no futebol? Já Neymar tem história e histórico para estar em seu quarto Mundial, embora nos outros três ele tenha sido um fracasso, assim como foi Messi, até ganhar a Copa do Catar. Claro que Messi e CR7 estão em posição acima de Neymar, que não conseguiu ser protagonista por onde passou, exceto no Santos, no começo da carreira. Mas é craque e, com uma perna só, é melhor que os outros 25 convocados. Analiso com a razão, pois sempre fui um crítico de Neymar, principalmente pelo “cai, cai” na Copa da Rússia, e por suas pífias atuações contra seleções do nosso nível. Ele é o maior artilheiro do escrete canarinho, superando Pelé. Sim, é, mas jogando contra Zâmbia, Cingapura, Coreia e marcando gols nessas seleções de terceira linha do futebol mundial. Nunca fez um gol decisivo na França, Alemanha ou Argentina.
Fico feliz pela garotada, que nunca viu o Brasil ser campeão do mundo e tem em Neymar essa esperança. Quem nasceu há 30 anos viu o Brasil ser campeão em 2002, mas, com certeza, nem se lembra, pois com 6 anos de idade a gente não lembra de muita coisa. Neymar é um símbolo para esses “trintões”, mas já adianto que o time brasileiro é fraco, principalmente de Casemiro para trás. Neymar tem a seu favor o fato de nunca ter jogado com outros craques, como tiveram a sorte Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho gaúcho, Roberto Carlos e Cafu. Ele carrega a Seleção, e o sonho de um país, sozinho. Talvez por isso, tenha fracassado nas Copas anteriores. Seria inconcebível a Seleção na Copa sem Neymar. Mesmo com todos os contras que coloquei acima, ele é talentoso e temos sempre a esperança de que possa definir um jogo, numa bola. É isso o que se espera de um craque.
Lamentável é ver parte da “imprensa”, se é que podemos chamar de imprensa determinados “influencers”, que são torcedores com microfone na mão, vibrando, cantando e gritando quando Ancelotti anunciou o nome dele. Pior ainda é ver patrocinadores dando palpites, praticamente exigindo a convocação de A ou B. Salvou a imprensa de verdade, o querido Paulo Vinícius Coelho, com a melhor e mais pertinente pergunta. Ele deu números de João Pedro contra os fracos números de Neymar. Esse é o papel do jornalista de verdade. Claro que houve incoerência por parte de Ancelotti, que convocou João Pedro várias vezes e que jamais convocou Neymar. Porém, como escrevi acima, quem é João Pedro? Assim como questionei Ancelotti, em Washington, por conta do sorteio da Copa, quando disse a ele que o Brasil só tinha um protagonista, Vini Júnior, e ele próprio, e os demais eram todos coadjuvantes em seus clubes, PVC também o questionou e ele foi reticente.
Neymar está na Copa e cabe a ele, agora, fazer a sua parte, pois a comoção por sua convocação foi grande. Até mesmo a política entrou no meio, pois Neymar é declaradamente Bolsonaro, e ele tem esse direito. Os esquerdistas, como o insignificante namorado da apresentadora Fátima Bernardes, que gozou quando Neymar não foi convocado para os amistosos nos Estados Unidos, em março, ficaram possessos. Fico a me perguntar como Fátima Bernardes, ícone do jornalismo global, pode conviver com um cara tão fraco e sem personalidade???? Com certeza ele não vai se eleger para o senado, pois não passa do namorado dela, que nem o nome dele sabemos. Num país polarizado e dividido, “quem fala o que quer, ouve o que não quer”.
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Não acredito em conquista do time brasileiro, mas, em se tratando de um torneio curto, com oito jogos para chegar à final, tudo é possível, até mesmo o “impossível” time brasileiro chegar. O caminho não é tão difícil, pois pegaríamos algumas babas até mesmo na fase de quartas de final. Então, quem sabe poderemos chegar um pouco mais longe? É possível que no caminho do Brasil possam estar Japão, nas oitavas, e uma outra seleção fraca, nas quartas. Como na primeira fase vamos enfrentar adversários fracos, exceto o Marrocos, é provável que avancemos além das quartas. É esperar para ver. Se chegar à final, foi porque Ancelotti levou Neymar. Se não chegar e for eliminado precocemente, não tenham dúvidas, tudo cairá nos ombros do camisa 10. Assim é o futebol, o amor e o ódio caminham lado a lado por uma linha tênue.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
