O Corinthians ganhou a Copa do Brasil, em dezembro de 2025, e a Supercopa, em fevereiro último, derrotando o Flamengo, em Brasília, sob o comando do competente e ético Dorival Júnior. O clube paulista está financeiramente “falido”, com dívida que supera os R$ 3 bilhões, mas, ainda assim, contrata jogadores com salários irreais, como o Depay (Demão) que ganha R$ 3,5 milhões mensais. Dorival fazia o que podia, com um time bem limitado, mas muito bem treinado por ele. Domingo, foi demitido, pelo fato de o Timão estar há nove jogos sem vencer.
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Até entendo que um time desse tamanho não pode ficar tanto tempo sem ganhar jogos, mas daí a demitir o menos culpado é realmente assustador. E olha que o Corinthians contratou Marcelo Paz, executivo, considerado dos melhores, pelo sucesso que teve no Fortaleza, e que sempre prezou por manter o treinador. Dorival era o menos culpado, pois seus jogadores não recebiam salários em dia e não estavam correspondendo. Mas, entre trocar 26 jogadores a trocar apenas um treinador, é claro quer a corda arrebenta do lado mais fraco.
Pior que tudo isso é saber que o Corinthians contratou Fernando Diniz, de quem um dia fui fã, mas que me enganou direitinho. Achei que ele era adepto do futebol arte, de toque, de tabela, de dribles e gols, mas, ao longo do tempo, analisando seus trabalhos, percebi que não é nada disso. Ele é muito fraco, gosta de humilhar seus comandados publicamente, como já vimos várias vezes, e não acrescenta nada a uma equipe. Foi demitido do Vasco recentemente e Renato Gaúcho já consertou o estrago deixado por Diniz. É curioso: a única profissão em que o “cara cai pra cima” é a de treinador. Ele faz um péssimo trabalho no clube e acaba sendo contratado por outro, muitas vezes ganhando até mais. Sei que o contrato com o Corinthians é por tempo determinado e curto, mas não sei se ele, ainda assim, conseguirá se manter por lá. Diniz tem feito trabalhos péssimos, que não convencem mais ninguém.
Dorival Júnior ficou quase um ano, e, aos trancos e barrancos, levou o Corinthians à Libertadores, mas não vai dirigi-lo na principal competição sul-americana. Covardia com ele. No Flamengo, ganhou Brasileiro e Libertadores e também foi demitido, sem a chance de comandar a equipe rubro-negra na Libertadores seguinte. E olha que Dorival é muito ético e nunca reclama publicamente. Foi sacaneado no Flamengo, no Corinthians, mas mantém sua postura ética e de homem de verdade. Não detona dirigentes, não reclama. Saiu pela porta da frente, agradecendo principalmente aos torcedores.
Na minha visão, é dos melhores treinadores que temos no país. Sei que os técnicos brasileiros estão em baixa, mas salvam-se Dorival e Renato Gaúcho. Os demais são desatualizados, fracos e incompetentes, daí a entrada de muitos portugueses e argentinos trabalhando em nossos clubes.
Liga única
O presidente da CBF, Samir Xaud, deu o pontapé com reunião na entidade, nesta segunda-feira, para a unificação das duas Ligas criadas. Pode ser o começo para a união dos clubes, mas o que vimos foi a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e o presidente do Vasco, o ex-jogador Pedrinho, detonando o presidente do Flamengo, Luiz Baptista (Bap).
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Enquanto as vaidades não forem deixadas de lado, nosso futebol não vai evoluir, e Palmeiras e Flamengo vão continuar dominando o cenário, pois faturam R$ 2 bilhões por ano, ao passo que seus pares apenas R$ 350 milhões anuais. Ou os clubes se unem e formam uma única Liga ou o fracasso vai continuar. A CBF está abrindo as portas para os clubes cuidarem dos seus próprios destinos, cabe a eles agarrarem essa oportunidade e moralizar o nosso futebol, antes que seja tarde demais.
