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O ex-jogador holandês Sneijder, que marcou os dois gols do Brasil na eliminação para a Holanda, na Copa de 2010, é comentarista em um programa de TV que acompanha a Champions League. Ele comentou o racismo contra Vini Júnior e recebeu mais de 4 mil ameaças em seu Instagram, todos de argentinos, segundo ele. Uma canalhice, de gente covarde, que se esconde atrás de uma rede social para cometer o crime hediondo de racismo. Sim, para mim é um crime hediondo, inafiançável, onde o racista deveria apodrecer na cadeia ou queimar no inferno. Os argentinos – claro que nem todos e não seria eu aqui xenófobo – são racistas por natureza e, para eles, chamar alguém de “mono” (macaco em espanhol) ou fazer gestos imitando o primata é “normal”. Acho que o mundo está perdendo uma grande oportunidade de declarar que o racismo é crime, seja na Terra, Marte ou Lua. O que o tal jogador do Benfica Prestianni fez ao esconder a boca na camisa foi racismo e ele deve ser punido com os rigores da lei. Não adianta a Uefa puni-lo por um jogo apenas. É necessária uma pena duríssima, até banimento do esporte bretão.
Apenas a frase No to Racism (Não ao Racismo) nos estádios do mundo não basta. É preciso ação enérgica daqueles que comandam o futebol mundial, Fifa, Uefa, Conmebol. O racista ainda teve a coragem, mesmo suspenso, de desembarcar em Madri, com a delegação benfiquista, para o jogo de ontem. Foi xingado pelos torcedores do Real Madrid e por todos aqueles que não são racistas. Nesse caso, não é a palavra de Vini Júnior contra a de Prestianni e sim a palavra de Vini e Mbappé, que perto do racista, o ouviu proferir por 5 vezes a palavra “mono”. Tem que banir esse e outros racistas no futebol e da sociedade para que tenhamos um mundo mais justo e humano. Eu abomino todo o tipo de crime, mas o de racismo, pra mim, é um dos piores, semelhante ao tráfico de drogas e assassinatos. Presidente Infantino, o que o senhor está esperando para banir os jogadores racistas, punir seus clubes e acabar de vez com esse sentimento covarde, mesquinho e canalha? A sociedade de bem espera uma resposta da entidade maior do nosso futebol.
Narcotráfico é risco
Se eu fosse torcedor de qualquer outro país, me recusaria a ir ao México durante a Copa do Mundo. A guerra instalada naquele país, pela morte de um dos líderes de um cartel, está sem controle, e quando você ouve a presidente do país dizer que “não é para combater os narcotraficantes” ela está dizendo que está unida a eles. Não há outra leitura. A Fifa e as autoridades sérias deveriam dar um prazo para que haja controle sobre esses narcotraficantes ou então desistir de realizar jogos no México e transferi-los para o Canadá e os Estados Unidos. Simples assim. O principal fator num evento dessa magnitude é a segurança dos torcedores e turistas, e, com certeza, o México não tem condições de dar tais garantias.
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Níver Parreira
Nesta sexta-feira, meu amigo e campeão do mundo Carlos Alberto Parreira completará 83 anos de vida. Ele superou um câncer e se recupera muito bem, tendo passado o Carnaval com sua família, em Angra. Parreira é um dos maiores treinadores da história do futebol mundial e um amigo dileto. Te espero aqui em Miami, para tomarmos aquele champagne, grande Parreira. Vida longa e parabéns.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
