Jaeci Carvalho
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Prestianni foi racista e escondeu o xingamento na camisa

Eu acredito piamente em Vini Júnior, pois ele não iria inventar isso, ainda mais depois do golaço que marcou

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Vini Júnior, depois de um gol antológico que deu a vitória ao Real Madrid sobre o Benfica, no jogo de ida dos plays-offs da Champions League, mais uma vez sofreu com o preconceito racial. Desta vez, o acusado é o jogador benfiquista, Prestianni, argentino, que, para que ninguém fizesse a linguagem labial, pôs a camisa sobre a boca e proferiu o ato racista, chamando nosso craque de “macaco”. Mbappé foi testemunha e chamou Prestianni de racista de “merda”. O técnico português, José Mourinho, quis culpar Vini Júnior pela forma como comemorou o gol, dançando diante da torcida dos “Encarnados”, quando também foi chamado de “mono”, macaco em espanhol. Ora, senhoras e senhores, quer dizer que o culpado é quem sofre a agressão? Os valores estão mesmo invertidos no mundo. Prestianni negou a acusação e ficou a palavra de um contra a de outro.

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Eu acredito piamente em Vini Júnior, pois ele não iria inventar isso, ainda mais depois do golaço que marcou. Eu não duvido, pois conheço muito bem os argentinos. É um povo racista, sim, que se acha maior que todos os sul-americanos. Claro que há exceções, mas já vimos vários casos, no passado, de jogadores argentinos nos insultando. O técnico do Atlético de Madrid, Diego Simeone, é um dos péssimos exemplos. Quando jogava, cuspia, provocava, dava porrada e usava todas as artimanhas negativas para desestabilizar os brasileiros. Prestianni falou sim e foi covarde, pois escondeu a boca na camisa, para que ninguém fizesse a linguagem labial. Eu acredito em Vini, em Mbappé, e digo, sem pestanejar, que Prestianni é um mentiroso de “merda”. Sim, racistas merecem meu desprezo, meu nojo, minha repulsa. Ele deveria ter saído do estádio, ser algemado e preso.

Recentemente, tivemos um caso de uma advogada argentina chamando um garçom brasileiro de “macaco” e fazendo gestos. Ela foi presa, jogada numa cela, mas saiu, beneficiada por um habeas corpus, usando tornozeleira eletrônica. Ao ser presa, disse que estava aterrorizada numa cela. Deveria ter ficado horrorizada ao cometer o crime de racismo. Nessa hora, ela não pensou nas consequências. Racismo é um dos crimes hediondos do planeta, tratado como coisa normal em alguns países, como a Espanha, por exemplo, onde Vini Júnior joga e sofre todos os dias. Ele é uma única voz, mas é bom que saiba que não está sozinho. Todos os seres humanos do bem estão com ele. Tenha sempre o meu apoio, Vini. Conheço sua origem e sua família, todos muito educados, gente que nasceu pobre, mas que tem berço e decência.

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A Uefa e a Fifa deveriam fazer uma intervenção severa, punindo os racistas com os rigores da lei, tirando o clube do racista das competições e prendendo torcedores e jogadores que cometem tal crime. Estamos no Século 21, e todos temos uma grande dívida com os negros por causa da época da escravidão. Um dos maiores líderes mundiais, o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandella, saiu da prisão, depois de 26 anos, para acabar com o Apartheid em seu país, dando o maior exemplo de resiliência que um ser humano poderia dar. Vini Júnior pode achar que é uma “gota do oceano”, mas, na verdade, ele é o símbolo maior da luta de todos nós contra os criminosos, racistas e nazistas, que ainda existem no mundo. Cadeia para essa gente e que Vini Júnior nos brinde cada vez mais com seus gols, dribles e jogadas geniais. Somos todos Vini Júnior.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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