Mais lidas
compartilhe
SIGA NO
Quando a gente pensa que o futebol brasileiro caminha para a seriedade, para a qualidade e competência, percebe que nada mudou ou vai mudar na cabeça dos dirigentes. Apaixonados, se sentem cegos diante de certas exigências de treinadores, vaidosos, que acham que um determinado jogador vai mudar o patamar do clube. Ao pagar quase R$ 200 milhões em Gerson, a diretoria do Cruzeiro quis atender a um pedido do fraco e péssimo, Tite, entendendo que ele seria o grande protagonista da temporada. Ledo engano!
Eu avisei bem antes que Gerson é sim um bom jogador de meio-campo, superestimado pela torcida azul, carente de ídolos. Saiu do Flamengo e não fez a menor falta e o rubro-negro ganhou tudo, pois lá quem é o craque do time é Arrascaeta, além de outros coadjuvantes, mais importantes que Gerson.
No Flamengo acontece o mesmo fenômeno, pois a diretoria pagou quase R$ 300 milhões, para repatriar Lucas Paquetá, que, segundo o gênio, Romário, “não serviria nem para entregar água aos jogadores do banco de reservas, em sua época”. Paquetá é um jogador bem comum, na minha visão, pior que Gérson, mas tem um status de “celebridade”.
Aliás, ele e Bruno Henrique juntos, no mesmo time, eu não sei em que eu apostaria! Dois jogadores bem normais, que não valem nem 1/5 do valor pago por eles. Ambos com 28 anos, e contratos longos, ganhando fortunas, por mês. E pensar que o Mister, Leonardo Jardim pediu apenas Wanderson, e com o material que tinha, fez um timaço, que encantava a torcida, que, por sua vez, correspondia, lotando o Mineirão.
Com o fracasso de Tite, os torcedores desistiram de ir ao estádio, alguns estão cancelando o sócio torcedor. No jogo contra o Coritiba, havia apenas 15 mil torcedores, público pequeno em relação à temporada passada.
O grande treinador é aquele que chega num clube, olha o grupo e com esse grupo ele consegue fazer um time equilibrado e vencedor. É bom dizer que esses jogadores do Cruzeiro não ganharam nada, mas fizeram uma campanha brilhante, ano passado. O sonho de voltar à Libertadores foi conquistado com antecedência, mas a China Azul teme que tudo seja jogado no lixo, ainda na fase de grupos da competição.
Quem conhece o trabalho de Tite, sabe muito bem que não daria certo. Um técnico que não estuda, que não se recicla, que não sabe armar um time. Além disso tudo, é egocêntrico e desequilibrado na escalação e substituições. O Cruzeiro era um time bem certinho, equilibrado e coeso. Isso acabou em um mês. Outra coisa: esse negócio de jogador indicar treinador, não deveria ser aceito pelos dirigentes.
Está mais do que provado que com exceção de Dorival Júnior e Renato Gaúcho, não há mais treinador brasileiro, capacitado a dirigir nossos times. Os estrangeiros, e, principalmente os portugueses, estão em alta, pelo belo trabalho que demonstram e demonstraram aqui. Não tem esse negócio de dar tempo ao treinador, pois é muito cedo para demiti-lo. Balela! Foi assim com o Diniz e a gente viu como o “filme” terminou.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Pedrinho é idolatrado pela torcida, mas, no futebol, a chave vira de um jogo para o outro. Se a bola não entrar na “casinha”, nada feito, e o que antes era intocável, já não será mais. Todo dirigente erra e acerta, mas Pedro Lourenço tem muito mais acertos do que erros. Porém, até aqui, seu maior erro é mesmo a contratação de Tite.
Já que não deu liga, que o demita sem dó nem piedade. Voltar atrás ao dizer que “ele é um técnico do tamanho do Cruzeiro”, não é vergonha. Tite nunca teve e nunca terá o tamanho do Cruzeiro, pois é muito pequeno para tal. O Gigante Cruzeiro tem o DNA de tabela, dribles, toques, passes e gols, e disso, Tite é um grande inimigo.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
