Nos últimos 15 anos, a pauta cultural de Belo Horizonte passa obrigatoriamente pelo Sesc Palladium. Espaço que levou muitos anos entre o fechamento do antigo Cine Palladium e a abertura do complexo cultural, que é referência em Belo Horizonte.

A última sessão de cinema foi em 17 de dezembro de 1999 e, desde então, o Sesc em Minas tinha o objetivo de transformar o local em um dos maiores espaços multifuncionais dedicados às artes na capital mineira.

Para isso, foram adquiridas a sobreloja dos edifícios Boa Esperança e São João – atual foyer do Sesc Palladium – e o imóvel anexo, voltado para a Avenida Augusto de Lima, que hoje abriga a área administrativa e outros espaços do complexo cultural.

Mas, entre o projeto e o início de funcionamento, o público precisou ter paciência. Para se ter uma ideia, as obras só foram iniciadas em setembro de 2004, cinco anos depois do fechamento do cinema, e a inauguração só foi realizada em 2011.


EQUIPE

Na relação dos funcionários, sete deles continuam no espaço cultural desde sua inauguração. Renato Freitas Cordeiro (coordenador de produção técnica), Ezequiel Ferreira Gusmão (supervisor de palco), Israel Lindolfo Levy (supervisor de palco), Cleonice Vicente Pereira (camareira), Ruy Barbosa Junior (técnico de espetáculo), Carlos Alberto Dias da Cruz (técnico de espetáculo) e Francis Bastos (técnico de espetáculo).

 

NOITE ESTRELADA

A sessão inaugural reuniu nomes famosos, como os atores Ney Latorraca e Betty Faria, como mestres de cerimônia da noite, que contou com apresentação de Milton Nascimento, Lô Borges, Wagner Tiso, Toninho Horta, Fernando Brant e Márcio Borges.

No interior do centro cultural, chama a atenção a obra permanente “Cabeçário”, do artista plástico Ronaldo Mafra, que representa as sete artes – música, dança, pintura, escultura, teatro, literatura e cinema.

  

ARQUITETURA

Inspirada no estilo arquitetônico da década de 1960 – período de fundação do antigo cinema –, a arquiteta líder Ângela Roldão conduziu o projeto incorporando elementos característicos da época, como neon, couro, cores vibrantes e formas geométricas.

Nos foyers, luminárias em tons de laranja e rosa dialogam com o neon azul da bilheteria. O tapete da entrada do Grande Teatro e os bancos de couro remetem à estética dos anos 1960, ao mesmo tempo em que quebram a linearidade da arquitetura. Já o revestimento em granito cinza levigado contribui para reduzir em até 2°C a temperatura interna do edifício, reforçando o caráter funcional e sustentável do projeto.

 

 

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