Simone veste grife Ronaldo Fraga no show ‘Que mulher é essa?’
Estilista mineiro assina looks da cantora baiana e dos músicos da banda que a acompanham no espetáculo que será apresentado sábado (12/9), no Minascentro
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A escolha do nome da nova turnê de Simone, “Que mulher é essa?”, tem uma história curiosa. Quem conta como o show foi batizado é o estilista Ronaldo Fraga, que foi convidado pela cantora baiana para fazer a direção-geral e artística e, junto com ela e Ana Frango Elétrico, definir repertório. “Eu que batizei, o nome partiu de mim.”
A escolha se deu em virtude da emoção que Ronaldo ainda guarda do show comemorativo aos 50 anos da cantora – que ele viu, dois anos atrás, no Palácio das Artes. “O tempo inteiro [da apresentação] eu me perguntava: que mulher é essa?”, recorda.
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FAROL
A definição de Ronaldo não deixa dúvida de que hoje ele tem a resposta para a própria pergunta. “Simone é uma cantora que foi farol para questões e luta contra preconceitos, antes desses preconceitos terem nome. Acho que, quando se fala em ‘Que mulher é essa?’, a gente fala dessa mulher. Uma mulher de muitas lutas, uma mulher de tantos faróis em uma só”, afirma.
PONTO DE CROCHÊ
Ronaldo conta que o ponto de partida do figurino foi pensar em um país em que é permitido é conferido ao homem com cabelo grisalho o status de sabedoria e charme.
“Mas a mulher é sacrificada nesse sentido. Colocada como desleixo e envelhecimento”, aponta. “Acho que Simone, que completa 77 anos em dezembro, é justamente o inverso. Uma mulher forte, uma mulher sensual, uma mulher que tem muito orgulho da sua própria história”, elogia. “Aí eu parti do cabelo dela, que eu acho a coisa mais linda, e falei: quero fazer um ponto de crochê que parecesse um emaranhado dos cabelos.”
E assim o fez, com a colaboração da designer têxtil de Belo Horizonte Ana Vaz, parceira de longa data do estilista. “A roupa é o degradê do cinza mais escuro ao cinza mais claro, seguindo exatamente o cabelo da Simone.”
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REPERTÓRIO
O show reúne 22 canções, entre elas músicas de Roberto e Erasmo Carlos (“Se você pensa”), Gonzaguinha (“Petúnia Resedá” e “Eu nem ligo” ), Belchior (“Velha roupa colorida”), Rita Lee e Roberto de Carvalho (“Cor de rosa choque” e “Bem me quer”), Marina Lima e Antônio Cicero (“Fullgás”), Lô Borges e Márcio Borges (“Tudo que você podia ser”), Milton Nascimento e Fernando Brant (“Maria, Maria”). Dois sambas-enredo – “Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós” (Niltinho Tristeza, Preto Jóia, Vicentinho e Jurandir), da Imperatriz Leopoldinense, do carnaval de 1989, e “O amanhã” (João Sérgio), da União da Ilha do Governador, do carnaval de 1978 – encerram a apresentação no maior astral.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
