Mônica Salmaso lança em BH disco ‘queimando a mão de tão quentinho’
Cantora fez na capital mineira o primeiro show de lançamento de ‘Senhora das Canções - Um tributo a Elizeth Cardoso’, que sai pelo selo Biscoito Fino
Mais lidas
compartilhe
SIGA NO
Mônica Salmaso não escondeu a emoção na estreia, na capital mineira, de seu mais recente show, “Senhora da canções - Um tributo a Elizeth”. “Estou muito feliz de o lançamento ser em BH. A gente adora essa cidade, esse teatro (Sesc Palladium). Vocês vieram rapidinho”, brincou ela, citando a venda rápida dos ingressos.
• • •
No palco, a cantora estava acompanhada por Luciana Rabello (cavaquinho), Maurício Carrilho (violão de sete cordas), Paulo Aragão (violão, direção musical e arranjos), Teco Cardoso (flautas), Nailor Proveta (clarinete), Aquiles Moraes (trompete e flugelhorn), Magno Julio e Marcus Thadeu (percussão). Mônica emocionou a plateia, que estava lotada, com 17 canções e duas músicas no bis. “O disco está quentinho, está queimando a mão e é muito bonito para nós fazer essa homenagem. Espero que vocês se divirtam. Do fundo do coração a gente ama fazer isso.”
• PANDEMIA
Entre uma faixa e outra, Mônica contava histórias em torno do projeto, que começou em 2019, véspera do centenário de Elizeth Cardoso. O projeto estava quase pronto para estrear e veio a pandemia. Cantora e músicos estavam fazendo o último ensaio, em 12 de março de 2020, quando receberam a informação do cancelamento de um jogo no Maracanã e, no dia seguinte, os cancelamentos eram gerais. “Botei minha viola no saco e voltei para São Paulo”, recordou. Curioso, ela relatou, foi o fato de o público não ter pedido a restituição dos valores dos ingressos. “Diziam que uma hora ia acontecer. E levou três anos para acontecer. Pagamos nossa dívida com muita alegria para aquelas pessoas.”
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
• JAPÃO
Sobre Elizeth Cardoso, Mônica disse que todas as pessoas que conviveram com ela só têm histórias lindas para contar. Citou a passagem de uma turnê pelo Japão relatada pelo músico Maurício Carrilho, que trabalhou com Elizeth e está na banda de Mônica. “Elizeth estava lá quando sentiu-se mal e foi ao médico, que recomendou o retorno dela ao Brasil para ser submetida a uma cirurgia. Era o início da turnê e ela disse ao médico: ‘Meu filho, estou aqui com muitas pessoas que vieram trabalhar e dependem desse trabalho. Tenho compromisso com eles e com o público que quer me assistir. Vou fazer a turnê inteira e, quando voltar ao Brasil, faço o que tiver que ser feito. Se eu morrer cantando, não tem morte mais bonita”, contou Mônica, que foi sincera: “Amo muito o que eu faço, mas não sei se teria essa coragem”.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
